Quando a inteligência artificial atingirá a singularidade?

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Muito se fala sobre a evolução tecnológica, e como ela é importante para a inteligência artificial. Mas será que as maquinas estão mesmo perto de atingir a singularidade? Onde se tornam conscientes e superam a inteligência humana.

A primeira vez que o termo “Singularidade” foi usado, foi em 1993, pelo cientista da computação e escritor de ficção científica, Vernor Vinge, que propôs que o avanço tecnológico, inevitavelmente, resultará na inteligência das máquinas, que por sua vez, irá superar a inteligência humana. Em uma de suas obras, Dr. Vinge chegou a sugerir que a inteligência das máquinas irá superar a inteligência humana até 2030.

O pesquisador da inteligência artificial, Ray Kurzweil, aprofundou mais essa ideia em 2006, com seu livro “The Singularity Is Near: When Humans Transcend Biology” (A Singularidade está Próxima: Quando Humanos Transcenderem a Biologia), onde argumenta que as máquinas irão ultrapassar as capacidades humanas em 2045. A ideia foi popularizada em filmes como “Transcendence” e “Ela“.

Avanço Tecnológico

Cena do filme Ex_Machina 2015
Cena do filme Ex_Machina 2015
Recentemente, vários tecnólogos e cientistas de renome, como: Stephen Hawking, Elon Musk e Bill Gates, emitiram avisos sobre o perigo do progresso tecnológico “desenfreado”, segundo eles, esse progresso poderia fazer com que a humanidade ficasse numa posição desfavorável em relação as maquinas.

No entanto, até o momento, ainda não foram mostradas evidências científicas para tal evento. Na verdade, neurocientistas e uma grande parcela dos pesquisadores da inteligência artificial, tem sido bem céticos quanto a ideia.

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Para começar, os biologistas reconhecem que os mecanismos básicos para a inteligência biológica ainda não estão completamente esclarecidos, e como resultado, não é um bom modelo de inteligência humana para usar como simulação pelos computadores.

Na verdade, o campo da inteligência artificial tem um longo histórico de ser promissor demais e entregar de menos. John McCarthy, matemático e cientista da computação que cunhou o termo inteligência artificial, disse a seus financiadores do Pentágono no início de 1960, que a construção de uma máquina com níveis de inteligência semelhante a dos humanos, levaria apenas uma década.

Mesmo antes, em 1958, O Jornal The New York Times informou que a Marinha estava planejando construir uma “máquina que pudesse pensar”, com base em uma pesquisa de rede neural, feita pelo psicólogo Frank Rosenblatt. O artigo previa que levaria cerca de um ano para construir a máquina, e que custaria cerca de US$100 mil.

Lei de Moore

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A noção de Singularidade é baseada na Lei de Moore. Em 1965 Gordon Moore, co-fundador da Intel, fez uma observação dizendo que o número de transistores em circuitos integrados dobraria a cada ano.

Isso tem fomentado a noção de uma mudança exponencial, em que a tecnologia começa avançando mais lentamente, e depois, subsequentemente, esse avanço se torna mais rápido a cada geração. Porem, em nossa fase atual, a Lei de Moore parece estar à beira de se estagnar. Transistores em breve chegarão a seus limites físicos fundamentais, pois são feitos a partir de átomos. Portanto, se queremos um dia que a inteligência artificial atinja a singularidade, precisaremos desenvolver novos meios para que ela encontre seu caminho até tal ponto.

A evolução da inteligencia artificial é inevitável, mas ela ainda tem um longo caminho a percorrer para chegar de fato a singularidade.

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