5 características em comum de países que são potências em educação

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Infelizmente, quando se trata de rankings globais de educação, o Brasil costuma aparecer sempre nas últimas posições, independente do que é avaliado. Em contrapartida, é comum vermos países asiáticos e os da região da Escandinávia e Europa sempre ocupando as primeiras posições.

Confira abaixo algumas características em comum aos países que são superpotências educacionais, de acordo com a BBC:

1) É melhor não ter recursos naturais

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Começaremos com uma característica bem peculiar: se você quer bons resultados na educação, é melhor que seu país não possua muitos recursos naturais.

Um exemplo é o Oriente Médio, que possui enormes reservas de petróleo, e também costuma ter pessímos indíces de educação. O motivo é que isso desestimula o interesse nos estudos, já que é difícil incentivar uma pessoa que espera ser rica, independente de seus resultados na escola.

Por outro lado, nações pequenas e com poucos recursos naturais precisaram aprender a viver e progredir rapidamente com sua própria inteligência. Um bom exemplo é a Coreia do Sul, que a 60 anos atrás tinha um dos piores indíces de analfabetismo do mundo. Hoje, já exporta diversos produtos e tecnologias para o mundo todo.

2) Esteja na Ásia Oriental

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Por falar na Coreia do Sul, é interessante notar que muitas das potências educacionais estão localizadas na Ásia Oriental. Cingapura aparece em primeiro lugar do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), seguido pelo Japão. Outros países da região aparecerem entre os 10 primeiros, como Taiwan, Macau, Honk Kong, China e Vietnã. Os sul coreanos aparecem “apenas” em 11º lugar.

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3) Tenha um país vizinho que seja maior que o seu

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Outra característica comum das potências educacionais é que muitos tiveram que lutar bastante para se destacar com relação a algum vizinho que tivesse mais importância que eles.

Por exemplo, Finlândia, Polônia e Estônia, que costumam ser bem avaliados em rankings de educação, precisaram sair da sombra do bloco soviético. Já Cingapura, que aparece em primeiro lugar na lista da Pisa, é uma cidade estado minúscula, que tem vizinhos bem maiores em tamanho e população.

E o que fazer para se equiparar a eles? Basta investir em educação.

4) Ser um país relativamente “jovem”

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Alguns dos países que são bem colocados em rankings de educação podem ter culturas antigas, como o Japão e a China. Mas vários outros surgiram recentemente.

A Finlândia, por exemplo, celebrará seu centenário  apenas este ano, enquanto que a Coreia do Sul e Cingapura, na atual forma política em que se encontram, surgiram apenas no século passado.

Até mesmo o Vietnã, que saiu de uma cruel guerra civil na década de 70, está investindo bastante em educação e vem colhendo os frutos deste investimento, chegando a ultrapassar países como Estados Unidos e algumas potências europeias.

5) Planejamento a longo prazo

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Investir em educação também se encaixa na velha máxima de que resultados não vem da noite para o dia. As vezes, são necessários 10 anos ou mais para acontecerem mudanças no sistema educional, ao ponto de fazer alguma diferença positiva na posição do país em relação a rankings de educação.

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E isto não costuma ser um bom incentivo para mundo tão imediatista como o de hoje, no qual tudo precisa ser feito a curto prazo. Por exemplo, é comum ver ministros de educação serem trocados em questão de dias nas nações que não costumam ser bem avaliadas.

Coerência e continuidade devem ser fatores importantissímos quando se investe em educação.

Texto por Augusto Ikeda, edição por Igor Miranda.

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