Astronauta Marcos Pontes é anunciado para Ministério da Ciência e Tecnologia

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O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou, nesta quarta-feira (31), o nome do tenente-coronel Marcos Pontes, do mesmo partido, para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Nesta eleição, ele concorreu como segundo suplente do senador eleito Major Olímpio (PSL-SP).

“Comunico que o Tenente-Coronel e Astronauta Marcos Pontes, engenheiro formado no ITA, será indicado para o Ministério da Ciência e Tecnologia. É o quarto Ministro confirmado!”, escreveu. Durante a corrida presidencial, Pontes atuou na campanha de Bolsonaro neste ano.

Na terça-feira (30), o astronauta declarou ao telejornal ‘Bom Dia, RN’, da Inter TV, afiliada da Rede Globo, que havia aceitado o convite. “Fui convidado e já aceitei, convite está aceito”, disse. “Assumo o ministério, fico os quatro anos e depois, eventualmente, posso entrar no Senado para continuar o trabalho dentro do Congresso”, afirmou na entrevista.

Marcos Pontes nasceu em Bauru, no interior de São Paulo, e formou-se em engenharia no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Ele ganhou notoriedade em março de 2006, quando se tornou o primeiro e único astronauta brasileiro a viajar para o espaço. O futuro ministro tentou a sorte na política em 2014, quando disputou uma vaga como deputado federal por São Paulo. Na ocasião, recebeu pouco mais de 43 mil votos e não foi eleito.

Em vídeo nas redes sociais divulgado esta semana, Marcos Pontes afirmou que “há muitas coisas a fazer” e que sua prioridade será a educação. “Educação para formar cidadãos qualificados. Ciência, para desenvolver ideias e soluções específicas para o Brasil. Tecnologia, para transformar ideias em inovações, que vão se transformar em novos produtos, que vão se transformar em novas empresas, que vão criar novos empregos. Esse ciclo virtuoso é o que a gente quer criar no Brasil. Estou muito feliz”, disse, afirmando estar orgulhoso de sua cidade ter um ministro no governo.

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Trajetória de Marcos Pontes

Não falta tenacidade a Marcos Pontes. O tenente-coronel da aeronáutica que se transformou no primeiro astronauta do Brasil (e da América Latina e de língua portuguesa) conseguiu ir à Estação Espacial Internacional (ISS) em grande parte por conta de sua determinação pessoal. Filho de um servente e de uma escriturária, Pontes sonhava em ser piloto desde criança.

Piloto de caça e engenheiro aeronáutico formado pelo ITA, com mestrado em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, na California, nos EUA, Pontes foi selecionado em 1998 para o programa da Nasa – a agência espacial americana. Naquele mesmo ano, ele iniciou o treinamento no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston. Em dezembro foi declarado oficialmente astronauta da Nasa.

O voo inaugural de Marcos Pontes estava originalmente marcado para 2001, como parte da construção da Estação Espacial Internacional, da qual o Brasil fazia parte. O objetivo da missão seria transportar e instalar o módulo construído no Brasil. Problemas orçamentários da Nasa forçaram o adiamento da missão para 2003. A explosão do ônibus espacial Columbia, em fevereiro daquele ano, acabou por suspender todos os vôos da Nasa por tempo indeterminado.

Quando a ideia de ir ao espaço parecia já arquivada, em 2005, durante uma visita oficial à Rússia, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou um acordo de cooperação entre os dois países, que previa o envio de Marcos Pontes à Estação Espacial Internacional a bordo de uma nave russa – que passou a ser o único elo de ligação da Terra com a estação, depois do cancelamento dos voos da Nasa.

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Entre outubro de 2005 e março de 2006, Marcos Pontes se preparou na Agência Espacial de Roscosmos, na Cidade das Estrelas, na Rússia. A missão brasileira recebeu o nome de Centenário, em homenagem aos cem anos do voo de Santos Dumont no 14 Bis, em 1906.

Em 30 de março de 2006, acompanhado do russo Pavel Vinogradov e do americano Jeffrey Williams, Marcos Pontes partiu da base de Baikonour, no Cazaquistão, a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, que se aclopou à Estação Espacial na madrugada de primeiro de abril. Durante oito dias, Marcos Pontes ficou no laboratório espacial, onde realizou uma série de experimentos para a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Desde então, Marcos Pontes tem se dedicado à divulgação científica, fazendo palestras por todo o Brasil.

O travesseiro da Nasa vendido por aí foi realmente criado por ela?

Discussion1 Comentário

  1. Seja lá qual for a opinião humana o que prevalece é DEUS, como Criador, Soberano, Onipotente e Onisciente. Ninguém neste mundo pode mudar isso. É muito mais inteligente e lógico aceitar esta verdade; de que uma teoria de evolução feita por um mero cientista mortal que já nem existe mais.

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