O Moray ou Muray é um sítio arqueológico deixado pelos Incas. Por intrigar os visitantes, o local é um dos passeios mais clássicos da cidade de Cusco, no Peru.
O resquício da cultura inca faz parte do Vale Sagrado dos Incas e está localizado a oeste de Cusco, a cerca de 3.500 metros acima do nível do mar.
Para que o Moray foi construído
Único em seu gênero, o Moray é composto de repleto de gigantescas depressões circulares feitas no solo. Esses buracos eram usados para a construção de um moderno e inteligente terraço agrícola que incluía canais para irrigação.
À primeira vista os círculos parecem um grande anfiteatro. Por terem esse formato, chegou-se a acreditar que o local também era um centro de devoção. Essa especulação ganhou força com a posição das pedras.
Estima-se, que nos círculos foram realizados diversos experimentos de cultura agrícola. Esses experimentos se utilizavam da variação de temperatura, que pode ser de até 15 º C entre o topo e o centro do circulo.
A profundidade dos círculos e sua orientação em relação ao sol e ao vento possibilitam obter diversos tipos de climas, que vão variando de acordo com a altura.
Tendo consciência da variação de temperatura, estudiosos sustentam a tese de que os Incas realizavam experimentos agrícolas de acordo com as estações do ano e condições climáticas.
Outros especialistas, como o historiador Edward Ranney, acredita que o Moray era utilizado somente para a agricultura de culturas especiais.
Há quem acredite ainda que o local pode ter sido usado para o desenvolvimento da coca, que era parte importante da cultura agrícola do Peru e até hoje é bastante cultivada no local.
Origem do nome
A palavra Moray está relacionada com o cultivo do milho, também chamado de “aymoray”, que significa batata desidratada.
Folclore e misticismo em torno do Moray
Nos meses de outubro, centenas de pessoas vão ao Moray celebrar o “Moray Raymi” (Festa do Sol). A festividade inclui danças e serve para agradecer pela safra e pedir fartura aos deuses Incas.
Atualmente, o local também é destino de peregrinação de devotos de cultos andinos. Esses grupos vão até o centro dos círculos deixar oferendas aos deuses, como flores, frutas, vegetais, incenso e etc.
Por questão de preservação, a ida ao sítio arqueológico é bastante restrita.