Conheça o starlite, material perdido que poderia resistir à bomba atômica

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Um material que podia resistir a temperaturas extremamente altas e até mesmo a explosões de bombas nucleares. O mundo poderia ser muito diferente hoje se a fórmula do starlite não tivesse se perdido.

O starlite era uma liga de plástico criada por um ex-cabeleireiro britânico chamado Maurice Ward. Ele fez experiências para tentar produzir capôs de plástico para veículos da marca francesa Citröen, mas não obteve sucesso. Até que em 1985, um acidente aéreo encorajou Ward a tentar desenvolver um novo material.

Na ocasião, um avião pegou fogo ao decolar em Manchester, Inglaterra. O acidente matou dezenas de pessoas, o que levou Ward a pensar em um material que fosse totalmente resistente a chamas, o que teria evitado as mortes naquele acidente.

Ward testou vários tipos de misturas e fórmulas com os restos de suas experiências para a Citröen e chegou a um material que chamou de starlite. Esse novo material se mostrou resistente a uma temperatura de 2500 graus centígrados, não apenas se mantendo intacto, mas permanecendo frio ao toque mesmo logo após ser exposto à chama de um maçarico.

Em 1990 o starlite chegou a ser testado na TV britânica, quando um ovo foi revestido pelo material e colocado novamente sob a chama de um maçarico. O ovo permaneceu cru e intacto, assim como seu invólucro.

Na mesma época o Departamento de Armas Atômicas do Reino Unido realizou testes com o starlite, submetendo-o a radiações nucleares que geravam temperaturas próximas de 10.000 graus centígrados. Novamente, o material permaneceu intacto.

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Em 1991, Estados Unidos e Reino Unido realizaram testes de bombas nucleares com o starlite, que resistiu a uma força equivalente a 75 das bombas que atingiram Hiroshima na Segunda Guerra Mundial.

A perda da fórmula

Tamanho poder de resistência fez com que empresas e organizações governamentais tivessem muito interesse na fórmula do starlite. Entre os interessados estavam a Nasa e as fabricantes de aeronaves British Aerospace e Boeing.

Porém, Ward jamais fechou negócio sobre os direitos do starlite. Conta-se que as exigências do inventor eram muito rigorosas, incluindo a manutenção de 51% da propriedade do material, além de um acordo que proibia o comprador dos direitos de tentar descobrir a fórmula ou analisar a invenção.

Ward morreu em 2011 e levou consigo a fórmula do starlite. Ele afirmava que uma pessoa de sua família era a única pessoa além dele que sabia a fórmula, mas a identidade dessa pessoa ainda não foi revelada.



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