Covid-19: situação da pandemia no Brasil é uma ameaça a todo o mundo

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O Brasil não para de bater recordes de casos e mortes pela Covid-19, se aproximando dos 2 mil óbitos diários.

Além do óbvio problema nacional, o país começa a representar um risco em relação a pandemia para todo o mundo, já que sem as medidas necessárias, novas cepas e variantes do coronavírus podem surgir por aqui. Uma delas, a de Manaus, é conhecida por ser mais infecciosa.

Quem afirma isso é Miguel Nicolelis, médico e neurocientista brasileiro. Em entrevistas a veículos estrangeiros, ele tem chamado a atenção para a situação em que o país se encontra.

Embora o processo de vacinação já tenha começado, ele ainda é lento e o número de doses é baixo. Enquanto isso, a população não tem feito sua parte em relação ao isolamento social, o que resulta em um aumento crítico.

“De que adianta resolver a pandemia na Europa ou nos Estados Unidos, se o Brasil continua a ser um terreno fértil para esse vírus?”, questionou o cientista em conversa com o jornal The Guardian.

Ele se refere à capacidade que o vírus teria de criar mutações que compliquem o combate à pandemia, como já vem acontecendo. Essas variantes podem ser mais transmissíveis, mais mortais e até mesmo mais resistentes ás vacinas.

Nicolelis também faz um prognóstico negativo para as próximas semanas, caso medidas mais efetivas não sejam tomadas pelo governo brasileiro, além dos governos estaduais.

“Minha previsão é que se o mundo ficou chocado com o que aconteceu em Bérgamo, na Itália, e com o que aconteceu em Manaus há algumas semanas, ficará ainda mais chocado com o resto do Brasil se nada for feito”, concluiu.

Situação das vacinas

Mais de 7 milhões de brasileiros já receberam pelo menos uma dose de alguma das vacinas disponíveis contra a covid-19. Embora o número pareça alto, isso corresponde a menos de 3,5% da população.

Por enquanto, estão recebendo o imunizante apenas idosos e trabalhadores da área da saúde. A campanha tem sido marcada por confusões por parte do Ministério da Saúde e pouco apoio do governo federal, de forma geral.

Atualmente, o Brasil conta com as vacinas da Coronavac, fabricadas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e com as de Oxford/AstraZeneca, que estão sob responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

O governo trabalha para conseguir outras vacinas, incluindo a da Pfizer, já aplicada nos Estados Unidos.

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