De café a bomba atômica: 10 invenções que são odiadas pelos seus criadores

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Existem muitas invenções por aí que realmente nos ajudam e facilitam muito nossas vidas, não é mesmo? Muitos dos seus criadores fizeram isso pensando em ganhos, mas outros fizeram tudo com um bom coração. No entanto, alguns deles acabaram se arrependendo de suas criações, por incrível que pareça.

Vários motivos podem ser citados, como a banalização do uso dessas invenções ou impactos e consequências que não foram imaginados pelos inventores.

Com isso em mente, confira abaixo De café a bomba atômica: 10 invenções que são odiadas pelos seus criadores.

10) Vincent Connare – A fonte Comic Sans

Vincent Connare é o inventor da fonte Comic Sans, que estreou no Windows 95. Ela surgiu como forma de substituir a fonte da versão beta do Microsoft Bob, o software usado para a criação de quadrinhos.

No entanto, sabemos que desde então, a fonte se tornou muito criticada e motivo de piada em todo o planeta. E parece que nem mesmo o próprio Vincent Connare gosta de sua criação, pois já chegou a fazer parte de um movimento para bani-la.

“Se você a ama, você não sabe muita coisa sobre tipografia, mas se você a odeia, você também não sabe muito de tipografia e precisa ter outro hobby”, disse Connare.

9) Anna Jarvis – Dia das Mães

A americana Anna Jarvis é considerada por muitos a criadora do Dia das Mães. E criou a data, em 10 de maio de 1908, com um único intuito: homenagear sua própria mãe.

A mãe de Jarvis havia falecido três anos antes, então criou uma cerimônia especial para honrá-la em uma igreja da cidade de Grafton, no estado da Virgínia Ocidental.

No entanto, com o passar do tempo, uma proclamação americana decidiu fazer com que a ocasião realmente se tornasse uma data comemorativa, que se tornou algo comercial por volta dos anos 20.

Jarvis sempre disse que essa nunca foi a intenção da homenagem que fez para a mãe. Mas após ver a proporção que tomou, pegou ódio do Dia das Mães.

8) Scott Fahlman – Emoticons

Os tão famosos emojis dos nossos smartphones surgiram por conta dos famosos emoticons. Eles foram criados por Scott Fahlman em 1982, com o intuito de utilizar símbolos e sinais para representar alegria, tristeza, medo, indiferenças, entre outros sentimentos.

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No entanto, ao notar as proporções que sua criação tomou nos dias de hoje, que resultou até mesmo em um filme só sobre emojis, Fahlman já disse ter alguns arrependimentos. “Algumas vezes, parece como o Dr. Frankenstein. Minha criatura começou benigna, mas foi para locais que não aprovo”, disse, em entrevista para o Wall Street Journal.

7) Bob Propst – Cubículos

Os cubículos surgiram como forma de fazer com que as pessoas se concentrassem no seu trabalho, mas se tornaram uma das invenções mais odiadas do planeta. Incluindo até mesmo seu próprio criador.

Bob Propst foi quem criou os cubículos. A ideia era maximizar a eficiência dos trabalhadores e criar um ambiente de trabalho em que todos podiam colaborar e compartilhar ideias uns com os outros. Mas sabemos que o tiro saiu pela culatra e a invenção causou o efeito oposto.

Como tudo piorou por conta das ações de grandes companhias, que compravam cubículos com o intuito de economizar dinheiro e espaço, Propst começou a odiar sua própria invenção.

“A ‘cubiculização’ das pessoas em corporações modernas é uma insanidade”, disse.

6) John Sulvan – cápsulas de café

As cápsulas de café são uma mão na roda para quem gosta de café, já que elas fazem a quantidade certa para uma única pessoa e se tornaram uma das invenções mais adoradas do mundo moderno. John Sylvan foi quem criou esse modelo da bebida, mas desde então, se tornou crítico da própria invenção.

Por mais que sejam práticas, as cápsulas de café também se tornaram um problema ambiental, já que elas se tornaram mais um tipo de lixo que precisamos descartar em nossas casas e podem afetar o meio ambiente de alguma forma.

Sylvan garante que além de ter se arrependido da sua criação, também não utiliza as cápsulas de café em sua casa. “Eu não tenho uma máquina em casa. Elas são um pouco caras para usar. E fazer café coado não é tão difícil”, disse.

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5) Peter Benchley – O livro que inspirou o filme Tubarão

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O filme Tubarão se tornou um enorme sucesso em 1975 e é famoso até hoje por sua reconhecida trilha sonora de suspense. O longa foi baseado em um livro escrito por Peter Benchley, que mais tarde, se arrependeu de tê-lo escrito.

Benchley afirma que escreveu a obra por conta de seu fascínio pelos tubarões. No filme, sabemos que o vilão se tratava de um Tubarão Branco, uma das espécies mais perigosas que existem. Só que por conta do longa, muitas pessoas começaram a matar qualquer espécie de tubarão que viam pela frente por conta do medo que começaram a sentir do animal.

No fundo, Benchley escreveu o livro para preservar a vida de tubarões, mas viu o filme fazer justamente o oposto. E desde então, se arrepende de ter escrito a obra.

4) John Augustus Larson – Polígrafo (detector de mentiras)

O polígrafo, mais conhecido como detector de mentiras, foi criado por John Augustus Larson em 1921. Ela era cientista forense e policial que trabalhou na polícia de Berkeley, na Califórnia.

Larson, que foi o primeiro policial dos Estados Unidos a ter doutorado, quis usar o polígrafo, inicialmente, para solucionar alguns casos. O aparelho foi, inclusive, nomeado entre as maiores invenções da humanidade pela enciclopédia Britannica.

Só que no fundo, Larson queria que a invenção fosse usada para substituir interrogatórios e até mesmo júris. No entanto, sabemos que nada disso aconteceu e Larson passou a detestar o polígrafo, chegando a o chamar de “monstro Frankenstein.”

3) General John T. Thompson – Metralhadora Thompson

Se você já assistiu a filmes de gângsteres dos anos 30, 40 e 50, já deve ter notado que eles usam a mesma arma em todos os títulos. Trata-se da metralhadora Thompson, que foi criada para a Primeira Guerra Mundial, mas logo se tornou comercial.

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Ela foi criada pelo General John T. Thompson em 1918 e ficou famosa pelo seu tambor que poderia carregar até 100 munições. Só que durante a época em que a venda de bebidas alcoólicas foi proibida no solo americano, entre 1920 e 1933, a metralhadora foi parar nas mãos de gângsteres, que cometeram várias atrocidades com ela.

Por conta disso, Thompson disse que sempre se arrependeu de ter criado a famosa metralhadora, já que viu sua criação tirar a vida de muitos inocentes.

2) Orville Wright – Avião

Sim, sabemos que existe uma questão envolvendo a criação do avião, já que o posto de criador fica dividido entre Santos Dumont e os irmãos Wright. Só um deles, Orville, declarou ter se arrependido de ter criado um dos meios de transporte mais importantes de nossa vidas, por incrível que pareça.

Orville Wright disse que criou o avião com o intuito de ligar o mundo de uma maneira jamais vista anteriormente. Só que os militares logo notaram como que as aeronaves seriam úteis para o exército e as transformaram, lógico, em armas.

A gota d’água para o inventor foi o fato de o exército ter usado um avião para jogar as bombas atômicas no Japão no final da Segunda Guerra Mundial. Pouco após o término do conflito, disse o seguinte: “Eu pensei que o avião terminaria com as guerras. Agora me pergunto o que o avião e a bomba atômica podem fazer.”

1) J. Robert Oppenheimer – Bomba Atômica

Cogumelo formado pela explosão da bomba termonuclear Castle Bravo | 1954
Cogumelo formado pela explosão da bomba termonuclear Castle Bravo | 1954

“Agora, eu me tornei a morte. Destruidor de mundos”. Essas foram as palavras de J. Robert Oppenheimeir, logo após o primeiro teste feito com uma bomba atômica.

Oppenheimer era diretor do Projeto Manhattan, que teve o grande objetivo de desenvolver a arma mais mortal que existe. Por mais que fosse competente e dedicado, logo começou a sentir culpa por ter criado uma das invenções mais famosas e controvérsias da história.

E não é a toa que ele carregou essa culpa, já que as bombas de Hiroshima e Nagasaki mataram e feriram em torno de 225 mil pessoas.

Fonte: What Culture



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