Maneiras bizarras que União Soviética utilizava para controlar seu povo

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A União Soviética mantinha o seu povo sobre um controle severo. Por trás da cortina de ferro, a liberdade era uma coisa rara, e as pessoas tinham suas mentes rigidamente controladas também. Ouvimos há décadas como a vida era restrita sob o governo do Partido Comunista, mas raramente ouvimos o quão estranho era. Os soviéticos, por sua vez, não eram apenas controladores; eles eram loucos — e muito do que você imagina.

‘Lutar pela verdade’ foi considerado um sintoma de esquizofrenia

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A União Soviética achava que tinha o melhor sistema político do mundo, mas por alguma estranha razão, seu povo não parecia entender quão grande era. Lutas por coisas inúteis como “liberdade” e “justiça” aconteciam com muita frequência, e ninguém entendi o motivo. Liberdade para quê? Finalmente, na década de 1970, os psicólogos soviéticos descobriram porque as pessoas eram tão infelizes: eles eram loucos.

Eles declararam que as pessoas que pediam por ‘liberdade’, ‘justiça’ ou ‘verdade’, eram esquizofrênicas e, assim, as suas reivindicações não tinham importância. Os sintomas listados nos livros de psicologia Soviética incluíam “delírios de reforma”, “luta pela verdade” e “perseverança”. Milhares de pessoas foram internadas em hospitais psiquiátricos para que a sociedade Soviética pudesse ser melhor.

Piadas tinham que ser aprovadas pelo Departamento de Piadas

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Para os comediantes na União Soviética, toda tentativa de humor deveria ser feita mediante aprovação do departamento do governo responsável pelo material cômico. Todo ano os comediantes eram obrigados a submeter todas as piadas que tinham escrito a uma repartição do Ministério da cultura, chamado Departamento de Piadas, e eles não podiam utilizar aquelas piadas até que não fossem aprovadas. Piadas contra o estado, é claro, foram proibidas. Até mesmo piadas contra os Estados Unidos tinham que ser leves.

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Quando a lista voltava para o comediante, eles ficavam apenas com algumas piadas sobre suas sogras. Para aquele ano, eles só poderiam contar as piadas aprovados. Improvisação era estritamente proibida. A única maneira de um comediante manter seu show sempre atualizado era roubando piadas da concorrência. Plágio não era considerado crime, desde que o material que você roubasse tivesse aprovação.

Conduzir uma orquestra era visto como ato capitalista

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Moscou lançou a Primeira Orquestra Sinfônica em 1922. Era um tipo especial de orquestra, saudado como um “passo revolucionário na música”. Era a única orquestra do mundo sem um maestro. Os dirigentes, pensavam os soviéticos, eram como os patrões das orquestras, e ter um chefe com um bastão dizendo a todos como tocar não parecia revolucionário.

Eles queriam uma orquestra impulsionada pelo coletivismo, onde cada homem era igual, e ninguém estava à frente. As festas amaram esse estilo, e começaram a pedir por mais como aquela. Secretamente, no entanto, a orquestra tinha um líder: o primeiro violinista conduzia o grupo sacudindo a cabeça. Mesmo com a ajuda dele, o grupo não conseguiu manter ritmo. Eles praticavam muito sem um maestro, mas não conseguiam acertar os tempos. Então, em menos de seis anos, eles desistiram.

Museus do ateísmo ensinavam às pessoas os males da religião

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Lênin exigia uma política de “ateísmo militante” e queria sistematicamente erradicar a religião, onde quer que ela pudesse ser encontrada. O ateísmo foi estabelecido como a verdade científica, e igrejas foram postas à baixo. Em seu lugar, os soviéticos construíram edifícios, os quais consideravam suas próprias igrejas: museus do ateísmo. Famílias em todo o país reuniram-se para ver exposições sobre os males da religião.

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Tópicos que iam desde como a Igreja Católica propagava guerra como exército de salvação até os milagres que, na verdade, eram fraudes para ganhar seguidores e enriquecer. Pelo menos um museu tinha para exposição o corpo mumificado de um Santo. Um guia ficava ao lado do corpo e dizia às pessoas que a razão os corpos de santos católicos não entravam em decomposição não era intervenção divina, era por armazenar os corpos em um espaço seco.

Eles fizeram seu próprio calendário

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Lenin não gostava da ideia de as pessoas seguirem as datas e o tempo baseados na história bíblica sobre a criação humana. Por esse motivo ele criou seu próprio calendário e chamou de “calendário eterno”. Tinha cinco dias em uma semana, seis semanas em um mês, doze meses em um ano, e cinco dias eram de bônus para férias.

Todas as datas em que tinham sido retiradas de tradições religiosas, passaram a ser datas para celebração da ascensão do partido. O calendário não foi tão eterno quanto Lenin imaginou. Não demorou muito para que eles acrescentassem o sexto e o sétimo dia, e logo estavam com o mesmo modelo do calendário anterior.

O desemprego era considerado crime

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Pode ser difícil fazer as pessoas trabalharem em países socialistas, mas os soviéticos encontraram uma maneira de resolver isso: os que não tivessem emprego, iriam para a cadeia. A lei Soviética rotulava os desempregados como pessoas de “existência parasita”. Em um dia que você perdesse seu emprego, se tornava um criminoso e poderia ser preso.

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Mesmo aqueles que tivessem emprego, se chegassem atrasados também corriam risco de serem presos. Vinte minutos de atraso era considerado uma ofensa para a sociedade. Sair do trabalho mais cedo poderia acarretar em quatro meses de prisão; faltar em um turno dava até seis meses de trabalho comunitário.

O filme “Vinhas de Ira” foi proibido por mostrar pessoas com carros

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Quando Stalin soube que estavam produzindo um filme sobre as Vinhas de Ira, ele ficou emocionado. Ele acreditou que aquela seria uma propaganda perfeita contra os americanos. O sofrimento dos trabalhadores americanos pobres, iria provar que o capitalismo era, de fato, ruim. O filme saiu na URSS com o título “Caminhos para a Ira”, pois nenhuma alusão à bíblia poderia ser feita. Porém, o filme não foi exatamente como o esperado, pois no filme os pobres apareciam tendo seus próprios carros. De tal modo, o livro e o filme foram expressamente proibidos.

A proibição dos Beatles

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Em 1966, depois que John Lennon fez a sua famosa afirmação “os Beatles são mais populares do que Jesus”, americanos se irritaram e queimaram de álbuns da banda. No entanto, ninguém tinha mais medo dos Beatles do que o governo soviético. Reconhecendo suas atitudes rebeldes e os padrões ocidentais como uma ameaça, a União Soviética proibiu a venda de álbuns dos Beatles e puniam quem fosse flagrado ouvindo aquela “poluição capitalista.”

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Isso só serviu para criar um mercado negro para o contrabando de discos. Como muitos itens ilegais, discos dos Beatles foram contrabandeados para a Rússia por marinheiros, atores e funcionários ocasionais do partido comunista. Os álbuns eram vendidos por um preço elevado, quase metade de um salário mensal da época.

As plantas seguiam os princípios socialista

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O cientista soviético Trofim Lysenko, tinha umas ideias estranhas sobre botânica. O que fazia a uma planta, ele acreditava que seria passado aos descendentes. Isso significava que se você, por exemplo, arrancasse as folhas de uma rosa, os seus descendentes nasceriam sem folhas. Suas ideias eram comprovadamente falsas, mas a URSS as amava. Eles achavam que as ideias de Lysenko tinham os mesmos objetivos dos ideais socialistas. Então, como grande ideia que tiveram, utilizaram as plantas para ensinar as crianças sobre os ideais socialistas.

E todo cientista era obrigado a adotar essas ideias e ainda eram obrigados a denunciar aqueles que não seguiam. Era lei e os cientistas que não seguissem corriam risco de serem presos e, até, executados. As ideias de Lysenko chegaram até a China e causaram grande colapso no país.

Bater palmas ou ir para a prisão


Ninguém queria ser o primeiro a parar de bater palmas na URSS, era incrivelmente perigoso. Significava que você era um dissidente. As pessoas aplaudiam por tanto tempo que, às vezes, um sino tinha que ser tocada para que eles soubessem que podiam parar. As consequências das insuficientes palmas eram graves.

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Em Moscou, depois de uma homenagem a Stalin, uma multidão aplaudiu por 11 minutos. Ninguém na plateia teve a coragem de parar. As pessoas aplaudiram tanto que suas mãos ficaram vermelhas. Finalmente, um homem ficou de saco cheio e sentou-se. No mesmo instante, a multidão inteira o seguiu, sabendo que agora estariam a salvo. Certamente, o homem foi preso naquela noite e condenado a dez anos nos campos de concentração. Antes que ele ser enviado, a polícia avisou: ” nunca seja o primeiro a parar de aplaudir!”

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