Menino do Acre revela por que sumiu e fala de símbolos em seu quarto

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O estudante de psicologia Bruno Borges, conhecido como o Menino do Acre, falou sobre o seu isolamento de quatro meses e 15 dias. O caso ficou popular em todo o Brasil, pois o jovem, de Rio Branco (AC), desapareceu após ter deixado 14 livros criptografados, além de escritos em paredes e uma estátua do filósofo Giordano Bruno, em seu quarto.

A primeira entrevista de Bruno Borges desde que voltou para casa, na madrugada da última sexta-feira (11), foi ao programa ‘Fantástico’, da TV Globo. Durante o depoimento, o Menino do Acre disse que se isolou para “buscar algo”. E disse que lançou o livro ‘TAC – Teoria de Absorção de Conhecimentos’ para “estimular as pessoas a adquirirem conhecimento”.

Durante seu isolamento pessoal, Bruno Borges ficou completamente inacessível. Ele não deu detalhes sobre o processo pelo qual passou, nem mesmo sobre o local onde ficou. “Eu estive em meio a natureza. O local era um ambiente natural com floresta, com árvore. Toda parte do isolamento eu não vou falar”, afirmou.

Com relação aos escritos deixados em seu quarto, Bruno Borges disse que se trata de uma ‘teoria cosmogônica’. “Eu desenvolvi uma teoria cosmogônica sobre como funcionava o universo através das experiências visuais que eu tava passando e essa linha vermelha ela chama barreira potencial de finitude”, comentou.

Com os símbolos – e até com a estátua de Giordano Bruno -, o Menino do Acre teve a ideia de despertar a atenção das pessoas. “Houve também outros objetivos fazendo tudo isso, um dos objetivos foi tornar as pessoas mais ávidas pelo misterioso, porque quem não gosta do misterioso meio que está morto, está inerte”, disse.

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O arrependimento do Menino do Acre

Apesar de não se arrepender do isolamento em si, Bruno Borges disse que sente culpa por não ter comunicado à família. “De me isolar, não me arrependi, mas de não avisar foi uma das coisas que mais me arrependi na minha vida. Foi um grande erro que eu cometi em não ter avisado àquelas pessoas que têm um carinho muito especial por mim”, disse.

O Menino do Acre revelou, ainda, ter pensado que os escritos deixados em seu quarto fariam com que as pessoas entendessem seu momento. “Acreditei que todo mundo ia saber que tinha me isolado pra buscar a verdade da vida no momento que olhasse o meu quarto do jeito que eu deixei”, afirmou.

Marketing?

O Menino do Acre retornou à casa dos pais pouco tempo depois de seu livro, ‘TAC – Teoria de Absorção de Conhecimentos’, ter sido lançado e entrado para o ranking dos mais vendidos, entre os dias 24 e 30 de julho.

A Polícia Civil considera o sumiço como uma jogada de marketing. “Bruno se ausenta, o livro é lançado. Então, eu acho que fica evidente que havia um plano divulgação”, disse o delegado Alcino Júnior, responsável pelo caso.

Bruno, por sua vez, nega que tenha se isolado com essa intenção. “Tudo o que eu fiz foi com o objetivo principal de estimular as pessoas a adquirem conhecimento e a medida que você vê que as pessoas começaram a buscar conhecimento através disso, podemos perceber que deu certo”, afirmou.

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De acordo com a Polícia Civil, Bruno Borges assinou um contrato para publicar os livros antes de desaparecer. Nele, ficou estabelecido que 19% dos lucros ficariam com dois amigos dele; outros 15% seriam destinados a um primo, que emprestou dinheiro a Bruno; 5% estão em posse da editora; e o restante, 61%, permanece com ele.

Borges afirma que não liga para dinheiro e que, por isso, assinou o contrato. “Eu até entendo que as pessoas levem a pensar essas coisas por causa de todo esse acontecimento. Só que, ironicamente, o fato de eu ter feito contrato com eles é justamente porque não me importo com dinheiro, porque o trabalho deles nesse projeto foi muito importante pra realizar meu sonho”, disse.

Apesar de toda a situação, a atitude de Bruno Borges não configura crime. O isolamento foi voluntário e não há como comprovar, até o momento, que tenha ocorrido a intenção de armar o caso para divulgar a obra. Dois amigos do Menino do Acre foram indiciados por falso testemunho.



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