Bota casaco vs. tira casaco: mutação genética define quem aguenta mais o frio

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A guerra entre os amantes do frio e do calor é eterna, mas ao que parece, esse sentimento em relação ás temperaturas mais baixas é fruto de uma mutação genética.

A temperatura realmente afeta o desempenho do corpo humano em várias funções, mas preferir o frio ou se sentir melhor no calor não é apenas uma questão de gosto, como cientistas têm apontado.

Para os defensores do calor, fazer atividades físicas no frio é uma verdadeira tortura. Enquanto isso, muitos atletas, profissionais ou não, se dão bem nas baixas temperaturas.

Isso tem algumas variáveis envolvidas, mas os dois principais motivos são fruto de uma mutação genética. A principal delas é a ausência da proteína α-actinina-3, presente nas fibras musculares que se contraem de forma mais rápida.

São essas fibras – que representam 50% do total – que fazem o corpo tremer quando está muito frio. Essa proteína é usada para ativas essas fibras que tremem, gerando calor de forma rápida para aquecer o corpo.

Enquanto isso, as fibras mais lentas – os outros 50% – não possuem nunca essa proteína e sua contração lenta pode até demorar mais a gerar calor, mas esse calor é aproveitado de forma mais otimizada pelo corpo.

Existe uma variação na porcentagem de fibras lentas e rápidas nos músculos, mas isso é fruto de outra mutação genética.

Basicamente, aqueles que não tremem de frio, literalmente, conseguem ficar em uma situação mais confortável pela ausência da proteína α-actinina-3.

Tecido adiposo

Existe também a gordura subcutânea, localizada logo abaixo das camadas da pele. Ela também se divide em dois tipos: branca e marrom, com a segunda sendo mais fácil de queimar, estando assim relacionada não só com o aquecimento do corpo, mas também com a perda de peso.

A quantidade dos dois tipos de gordura também depende de mutação genética e varia de acordo com cada indivíduo.

No caso de atletas de maratona e esportes de resistência em geral, as fibras musculares lentas ganham destaque, e há uma quantidade menor de gordura.

É assim que eles mantém uma temperatura média e constante, além do desempenho constante. Já em esportes que dependem de força e explosão, é o contrário, com a gordura tendo um papel importante, assim como as fibras musculares de contração rápida.



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