Macedônia, Congo e mais: países que mudaram de nome ao longo dos anos

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Podemos afirmar que o nome de um país pode ser considerado seu principal símbolo. Afinal, é assim que ele será reconhecido no restante do planeta e também marca a identidade que seus cidadãos irão adotar. Ainda assim, existem diversos exemplos de países que mudaram seus nomes por uma série de razões.

Algumas dessa mudanças são por questões históricas, enquanto que outras são movidas por política ou apenas um desejo de evitar confusões.

Assim, confira abaixo alguns exemplos famosos de países que mudaram de nome.

Suazilândia – Essuatíni

Vamos começar por um exemplo recente. Para celebrar os 50 anos de sua independência do Reino Unido, comemorados em 2018, o pequeno reino da Suazilândia, que fica no sul da África, decidiu mudar seu nome para Essuatíni.

De acordo com o monarca do país, o Rei Mswati III, a razão por trás da mudança era evitar confusões com a Suíça (em inglês, os países se chamam Switzerland e Swaziland). No fundo, podemos dizer que foi uma mudança até natural, pois Essuatíni já era o nome usado informalmente por seus habitantes.

Congo-Léopoldville – República do Zaire- República Democrática do Congo

A República Democrática do Congo possui uma história curiosa envolvendo seu nome. Em 1960, declarou independência da Bélgica e se tornou a República do Congo, também conhecida como Congo-Léopoldville, em referência à capital do país e para se diferenciar do vizinho de mesmo nome, Congo-Brazzaville.

Em 1971, o ditador Mobuto Sese Seko mudou o nome do país para República do Zaire, a alcunha alternativa do famoso Rio Congo. Em 1997, o nome foi modificado novamente para República Democrática do Congo.

República Tcheca – Tchéquia

Em 2016, o governo da República Tcheca afirmou que quem quisesse, poderia chamar a nação apenas de Tchéquia, que se tornou um diminutivo oficial do nome do país europeu.

A ideia por trás da mudança era facilitar a pronuncia do nome da nação, principalmente em eventos esportivos e para ajudar no marketing de empresas locais. No entanto, os próprios tchecos parecem cientes de que Tchéquia não pegou no restante do mundo.

Ceilão – Sri Lanka

A nação ilha que está a sudeste da Índia foi conhecida por muito tempo com o nome de Ceilão, após o local ser descoberto por navegantes portugueses em 1505. Quando os britânicos assumiram o controle da nação, o nome foi adaptado para Ceylon.

Ao conquistar sua independência em 1972, a nação passou a se chamar Sri Lanka. Por muitos anos, o nome Ceilão ainda esteve presente no dia-a-dia dos seus cidadãos, mas em 2011, o governo decidiu acabar com todas as referências ao antigo nome do país.

Birmânia – Myanmar

Em 1989, o governo militar da então Birmânia decidiu mudar o nome da nação do sudeste asiático para Myanmar. A razão citada pelas autoridades é que a nomenclatura antiga representava apenas o maior grupo étnico do país e se esquecia das outras 135 etnias que vivem por lá.

A famosa ativista Aung San Suu Kyi, que venceu o Nobel da Paz e tenta fazer o governo se tornar uma democracia, continuou a chamar seu país de Birmânia por muitos anos, por considerar a mudança de nome imposta pelos militares.

Alguns países têm a mesma visão da ativista e ainda chamam o país pelo nome antigo, como é o caso da França.

República Khmer – Kampuchea – Camboja

Outro países que mudou de nome várias vezes nas últimas décadas foi o Camboja. Em 1953, após conseguir a independência da França, se tornou o Reino do Camboja.

Em 1970, o nome foi modificado para República Khmer após um golpe de estado. Em 1975, o país se tornou o Kampuchea Democrático, época que foi governado pelo ditador Pol Pot e viveu o famoso genocídio cambojano.

Em 1979, com a queda do ditador, o país adotou o nome de República Popular do Kampuchea. De 1989 a 1993, se tornou o Estado do Camboja, por conta de uma transição de governo – nos dois últimos anos desse período, o país esteve sob controle da ONU.

De 1993 até hoje, o país voltou a se chamar oficialmente Reino do Camboja com o retorno da monarquia.

Macedônia – Macedônia do Norte

A Macedônia adotou esse nome após se separar da antiga Iugoslávia, mas em 2019, passou a se chamar Macedônia do Norte por questões políticas e culturais.

O motivo é que o nome Macedônia desagradava bastante a Grécia, que possui uma região homônima em seu território e que é, culturalmente, bem diferente do vizinho ao norte. Isso gerou uma série de problemas entre os dois países nos últimos anos.

Só em 2019 que as duas nações entraram em acordo e a Macedônia aceitou se chamar oficialmente Macedônia do Norte, colocando um ponto final nessa polêmica.

Holanda – Países Baixos

Essa era uma dúvida de muita gente: afinal, a Holanda também era conhecida como Países Baixos e sempre ficamos nos perguntando qual era o nome real do país. Nem mesmo o próprio governo local parecia entrar em um consenso.

Só no final de 2019 que as autoridades resolveram bater o martelo: o nome oficial do país é Países Baixos. A razão citada é que o nome unificaria todas as regiões do país e seria também uma tentativa de fazer o mundo se esquecer de certos aspectos polêmicos da nação, como o uso recreativo de drogas.

Vale lembrar que o nome Holanda representa, na realidade, apenas duas províncias do país, conhecidas como Holanda do Norte e do Sul, que por séculos, foram o centro econômico e político da nação.

Diversas nações africanas

Citamos alguns países africanos da lista, mas vale lembrar que quase todos já mudaram seu nome pelo menos uma vez após conseguirem a independência dos europeus. Confira mais alguns exemplos abaixo:



  • Costa de Ouro Britânica – Gana
  • Guiné Portuguesa – Guiné-Bissau
  • Daomé – Benim
  • Rodésia – Zimbábue
  • Alto Volta – Burkina Faso
  • Niassalândia – Malawi
  • Abissínia – Etiópia

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