Partes do manto da Terra estão ‘descascando’

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Um estranho fenômeno pode explicar porque o sudeste dos Estados Unidos tem enfrentado terremotos recentemente, apesar da região ficar em uma zona confortável, no meio de uma placa tectônica, e não nas bordas, onde todo a agitação das placas geralmente acontece.

Estes terremotos relativamente frequentes podem ser o resultado do descascamento de áreas ao longo da parte inferior das placa tectônicas. É provável que esta movimentação continue causando mais terremotos no futuro, como o de 2011, que atingiu 5.8 na escala Richter.

Para descobrir a causa desses terremotos, Berk Biryol, um sismólogo da Universidade da Carolina do Norte, e colegas criaram imagens em 3D da parte superior do manto da Terra, que está logo abaixo da crosta e que engloba a parte inferior de uma placa tectônica. Estas placas ficam ao redor do topo de uma camada de fluido quente, chamada de astenosfera.

O resultado das imagens revelaram que a espessura da placa no sudeste dos Estados Unidos estava desigual, com regiões de rochas mais antigas, grossas e densas, se unindo com áreas mais finas, que são compostas de rochas mais jovens e menos densas.

A conclusão que os pesquisadores chegaram é que ao longo do tempo, como o novo material foi adicionado, partes da placa foram separadas, formando áreas de maior densidade. Os pesquisadores especulam que a gravidade teria empurrado para baixo as áreas mais densas do manto e, em outras partes, teria as quebrado para afundá-las na astenosfera.

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Ao mesmo tempo, para preencher o vazio deixado pelas pedaços que se descolaram da parte inferior da placa, o material mais leve na astenosfera (camada frágil da parte superior do manto terrestre) teria se movido para preencher o espaço que ficou. Esse material flutuante teria então arrefecido, se tornado uma parte mais fina e mais jovem da placa.

As partes da placa que se romperam ou descascaram se tornaram mais finas e mais propensas a se deslizar ao longo das linhas com falhas, causando atividade sísmica. Berk Biryol estima que esta atividade vem ocorrendo durante os últimos 65 milhões de anos ou mais.

Segundo ele, esses eventos, geralmente, ocorrem durante longos períodos de tempo. A escala de tempo para essa atividade geológica é de milhões de anos.

Embora a pesquisa tenha apenas se focado nos acontecimentos passados, e não nas possíveis atividades sísmicas futuras, Berk Biryol diz que as pessoas que vivem na parte Sudeste não precisam se preocupar com terremotos tão cedo.

Tudo isso parece alarmante. No entanto, os pesquisadores não acham que uma catástrofe sísmica deva acontecer tão cedo. Os processos geológicos levarão longos períodos de tempo até que se tornem um perigo real para nós e nossos desentendes.

fonte: livescience

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