Guerra dos sexos: o que dói mais, o trabalho de parto ou um chute nas ‘partes’?

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A batalha entre os gêneros masculino e feminino sempre acaba em um dos grandes mistérios da humanidade: o que dói mais? Uma mulher jamais conhecerá a dor de um chute nos testículos. Já os homens nunca terão a oportunidade de saber como é a dor do parto. Mas será que a ciência é capaz de responder qual das duas dores é maior?

As mulheres carregam, nas últimas semanas de gravidez, um bebê com peso semelhante ao de uma melancia no ventre. Depois, ele passará por um orifício do tamanho de uma moeda! Os homens, por outro lado, protestam que um golpe nas “partes baixas” poderia deixá-los incapacitados. Então, se você é homem ou mulher, com certeza já se fez essa pergunta que assola a humanidade desde o princípio dos tempos.

Sobre esse assunto, corre na internet algumas informações que não são verdadeiras. Consta que, supostamente, existiria uma unidade de medida chamada ‘Del’, que mediria a dor. Também consta que o ser humano seria capaz de suportar uma dor referente a 45 Dels. O trabalho de parto levaria a mulher a uma dor de 57 Dels. Ainda, o chute nas partes equivaleria a 9 mil Dels.

Fica bem fácil perceber o absurdo: se o ser humano só seria capaz de aguentar 45 Dels, como a gente ainda estaria vivos ultrapassando os limites suportáveis? Ainda por cima, o Del é um boato da internet e não existe!

Realmente existe uma unidade de medida que avalia os níveis de dor: ela se chama ‘Dol’ (proveniente de ‘dolor’). E ela nem é tão confiável assim, por que os estudos que tentam medir a dor não foram muito bem sucedidos até hoje.

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Parto e chute no saco: empate técnico

O que a ciência é capaz de afirmar é que, tanto o homem quanto a mulher, sentem e enviam impulsos ao centro de dor do cérebro. A dor não é simplesmente uma resposta física, mas sim, uma experiência subjetiva e perceptiva.

Ou seja, cada pessoa sente dor de uma maneira bastante específica e individual!

Pra piorar, podem interferir no resultado final da dor de cada um: seu humor, seu estado de alerta e suas experiências de dores passadas. Assim, a dor não é bem um estímulo e sim uma experiência descrita de forma diferente em cada pessoa.

Sendo assim, a má notícia é que, entre a dor do parto e o chute nos testículos, é necessário considerar empate técnico. Além do fato de as experiências serem completamente diferentes, há muitas variáveis a serem consideradas.

Em alguns casos, o homem pode sentir mais dor que a sua esposa e vice-versa. A principal diferença é que um resulta em um bebê e o outro resulta na diminuição das probabilidades de fazer um bebê.

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