Sistema Solar já teve um planeta que foi destruído; entenda

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O Sistema Solar era bem diferente do que conhecemos em seus primórdios e desde lá, planetas nasceram e morreram. Um pequeno fragmento de um desses planetas veio parar na Terra, através de um meteorito que atesta que há muito tempo tivemos um vizinho que já não existe mais. A descoberta ajuda a entender a formação de um planeta, processo que conhecemos até certo ponto, mas não de forma muito detalhada.

Em 2008, um meteorito caiu no deserto da Núbia, localizado no trecho leste do deserto do Saara. Apelidado de Almahata Sitta, o objeto contém partículas de diamante cuja formação só poderia ter ocorrido em condições semelhantes às da formação de protoplanetas, indicando que a pedra tem provável origem em algum planeta antigo do Sistema Solar, que certamente já não existe mais.

Esses diamantes foram submetidos a uma pressão equivalente a 200 mil vezes a pressão atmosférica do fundo do oceano na Terra. Baseados nesse número, os cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suiça, que analisaram o meteorito, estimam que o planeta extinto devia ter um tamanho variável entre o de Mercúrio e o de Marte, sendo portanto um pouco menor do que a Terra.

Essa descoberta joga um pouco de luz sobre a formação do Sistema Solar e a existência de outros planetas no passado, que possivelmente deram origem aos planetas existentes hoje.

Planetas: modo de fazer

A formação do Sistema Solar se deu a princípio com uma grande nuvem de poeira que resultou da formação do Sol. As partículas de poeira, submetidas à gravidade da estrela, passaram a se agrupar, até formar objetos com tamanho variando entre 1 e 10 quilômetros, chamados de planetesimais.

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A maior parte desses objetos permanece desse jeito e vai dar origem a asteroides e meteoros menores, mas alguns continuam se juntando através da atração gravitacional, que os molda em uma forma esférica, a princípio com um tamanho similar ao da Lua, no máximo equivalente ao de Marte.

Esses corpos, com núcleos derretidos, são chamados de protoplanetas e caso continuem colidindo com partículas menores e se juntando sob o efeito gravitacional, se tornam os planetas comuns que conhecemos.



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