Pesquisa explica por que pais estão hesitantes sobre vacina em crianças

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Enquanto a maioria das pessoas está ansiosa para que a vacina contra o coronavírus seja logo disponibilizada, muitos pais hesitam em vacinar seus filhos.

Uma pesquisa mostrou por que isso tem acontecido e revelou os motivos por trás da onda antivacina que o mundo vem experimentando ao longo dos últimos anos. E é claro que as fake news atrapalham ainda mais.

Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, criaram um questionário que foi respondido por pais tanto no mesmo país da pesquisa como nos Estados Unidos.

As perguntas falavam sobre como eles avaliavam e confiavam em serviços de saúde, desde os profissionais até os medicamentos, vacinas, procedimentos e basicamente tudo o que envolve a área.

O estudo mostrou que a falta de confiança em vacinas e outros itens citados no questionário possui uma relação direta com a crença religiosa de quem estava respondendo, bem como a situação financeira.

Além disso, muitos afirmaram não confiar em médicos e na indústria farmacêutica, frequentemente envolvida em polêmicas sobre ética e corrupção.

A pesquisa mostrou ainda que um elemento geralmente ignorado tem um papel importante nessa hesitação dos pais em vacinarem seus filhos: o nojo, ou repulsa.

Muitos se mostram incomodados com a forma com que as vacinas são aplicadas, ou em relação a sua produção, em casos de fake news ou não.

Essas pessoas são o alvo principal das campanhas de vacinação de todos os governos em um momento em que a vacina contra a covid-19 vai chegar, cedo ou tarde.

“Convertendo” um antivacina

De acordo com o estudo, essas pessoas estão no grupo que hesita perante a questão da vacina, mas que ainda não é totalmente contra ela.

No entanto, são essas pessoas que são os principais alvos dos grandes movimentos antivacina que se formaram especialmente nos Estados Unidos.

A pesquisa apontou que as campanhas de vacinação dos governos devem começar a usar estilos narrativos semelhantes aos do movimento antivacina, que toca em pontos sensíveis dessa hesitação, identificados pelo estudo.

Além disso, o combate às fake news deve ser total e irrestrito, para que uma geração inteira não seja prejudicada por negligência dos pais, motivados por informações falsas.



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