Análise genética de vikings revela que nem todos eram escandinavos

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Todo mundo imagina os vikings como guerreiros escandinavos, ou seja, loiros, de pele e olhos claros, barbudos, grandes e bravos. Mas isso não era uma regra.

Um novo estudo sobre a genética dos antigos guerreiros que aterrorizaram a Europa entre os séculos VIII e XI mostrou que havia mais variedade entre eles do que imaginamos. Ou seja, ser viking era para praticamente qualquer um.

Pesquisadores de universidades de Cambridge, no Reino Unido e Copenhague, na Dinamarca, sequenciaram os genes de vários restos mortais encontrados em valas e túmulos vikings por toda a Europa.

A diversidade chamou muito a atenção, com alguns indivíduos apresentando ascendência escocesa, irlandesa de povos do Mediterrâneo e até mesmo do povo Sami, indígenas que vivem no extremo norte da Europa, entre a Finlândia e a Sibéria.

Entre os de sangue mediterrâneo destacavam-se alguns que tinham até mesmo uma pele mais escura, contrariando o mito do viking branco e loiro.

Cabelos castanhos também eram comuns entre os vikings, como mostraram os dados obtidos em uma vala comum descoberta na Escócia.

A pesquisa também mostrou que os bandos e tripulações vikings se organizavam de maneira diferente do que se acreditava até então. Eles não eram necessariamente homens que moravam na mesma região e seguiam um líder.

A tripulação era formada por parentes e amigos que poderiam acompanhar alguém em uma aventura para explorar novas terras, além de pilhar e destruir cidades e aterrorizar cristãos, é claro.

O que é um viking?

Para entender melhor o que eram esses lendários guerreiros que povoam hoje o imaginário popular, é preciso compreender o que significa a palavra viking.

Ela tem como origem o nórdico antigo, “vikingr”, bem como o inglês antigo, “wicinga”. Ambas as palavras denotavam piratas, saqueadores que vinham pelo mar.

Portanto, não existe um “povo viking”. A palavra se refere a uma ocupação, por isso é natural que nem todos pertençam ao mesmo povo ou origem.

Os vikings, além de piratas e saqueadores, também eram comerciantes e nas últimas décadas de atividade, haviam se convertido em colonos de terras na Grã-Bretanha, Irlanda e França, principalmente.



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