7 maneiras de provar que a Terra é redonda (sem precisar de um satélite)

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Recentemente, a teoria de que a Terra seria, na realidade, plana voltou à tona. Tudo por conta do rapper B.O.B., que deseja arrecadar fundos para construir um satélite que prove que o nosso planeta é um disco achatado.

Pelo visto, o rapper mal sabe que já existem diversas provas, que não custam quase nada, de que a Terra é redonda, e não plana, como algumas pessoas alegam. Confira abaixo sete exemplos:

7) Vá até um porto ou costa litorânea

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Quando um navio ou embarcação começa a ir em direção ao horizonte, ele não vai ficando pequeno até desaparecer. Na verdade, o casco parece “afundar” no horizonte primeiro, e depois o mastro. Quando o navio está voltando do mar, a sequência é oposta: primeiro o mastro, depois o casco.

Esse tipo de observação é tão evidente que em 1881, ano em que foi divulgado o primeiro texto da teoria de que a Terra é plana, existia um capítulo apenas para detonar essa explicação. A publicação afirmava que essa sequência se trata apenas de uma ilusão causada pela perspectiva que nós temos.

Só que essa explicação não faz sentido, já que não há nada relacionado com perspectiva (que apenas diz que as coisas vão ficando pequenas conforme a distância cresce) que faça com que a parte de baixo desapareça antes do topo. Se quiser fazer um teste, leve um binóculo até um porto ou costa litorânea. Mesmo com essa melhora na visão, você verá o navio “afundando” aos poucos, por conta da curvatura da Terra.

6) Olhe as estrelas

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Até o filósofo grego Aristóteles percebeu isso 350 anos antes de Cristo, e nada mudou. As diferentes constelações são visíveis a partir de diferentes latitudes. Os dois principais exemplos são as estrelas do Grande Carro, que fazem parte da constelação Ursa Maior, e o Cruzeiro do Sul.

O Grande Carro, um conjunto de sete estrelas que parecem uma panela, é visível por completo apenas a partir da latitude 41 norte para cima. E abaixo de 25 graus sul, não é mais possível observá-la.

Já com relação ao Cruzeiro do Sul, ocorre o oposto. Ela é melhor visível no hemisfério sul. Já no hemisfério norte, só é possível ver a constelação se você estiver abaixo da chamada Florida Keys, um conjunto de ilhas ao sul do estado da Flórida, nos EUA.

É a curvatura da Terra que é responsável por causar isso. Caso contrário, conseguiríamos ver todas as constelações sem problema algum.

5) Observe um eclipse

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Aristóteles também afirmou que a Terra era redonda por conta de sua observação dos eclipses lunares, já que a sombra do planeta na Lua tem um formato de curva. E como esse formato sempre é retratado em qualquer eclipse lunar, apesar do fato de que a Terra está em rotação, Aristóteles previu, corretamente, a partir dessa sombra em formato de curva que a Terra é redonda. Em outras palavras, uma esfera.

Por conta disso, os eclipses solares também promoveram a ideia de que os demais planetas, luas e estrelas são um bando de objetos arredondados que orbitam uns aos outros. Se a Terra fosse um disco e as estrelas e planetas um grupo de pequenos objetos sobrevoando a superfície, como quem acredita na teoria afirma, seria muito difícil de explicar o eclipse solar total que passou pelos EUA no último mês de agosto.

4) Suba em uma árvore

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Eis outro fator muito óbvio e evidente. Você consegue ver cada vez mais longe, se estiver em uma altura considerável. Caso a Terra fosse plana, você poderia observar a mesma distância, independente da elevação.

Pense: seus olhos conseguem detectar um objeto brilhante, como a galáxia de Andrômeda, que está há 2,6 milhões de anos luz de distância. Se nosso planeta fosse um disco achatado, uma pessoa que estivesse na cidade de Miami conseguiria ver as luzes de Nova Iorque, que está há 1.750 km de distância.

Mas não é o caso. O motivo é que a curvatura da Terra limita nossa visão a uma distância de apenas 5 km, ao menos que você suba em uma árvore, um prédio ou montanha para observar o horizonte.

3) Estar em um voo de grande altitude

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Sim, esse item da lista pode lhe custar muito dinheiro, então vamos apenas relatar a visão de quem já teve essa oportunidade.

Se você tiver a chance de estar em voo com tempo bom e que o avião esteja em grande altitude, é possível ver a curvatura da Terra a olho nu. De acordo com um paper publicado em 2008, a curvatura do planeta se torna sutilmente visível a partir de uma altitude de 35 mil pés (pouco mais de 10,5 km), se o observador estiver a, pelo menos, 60 graus do campo de visão (o que pode ser um pouco difícil de enxergar pela janela de um avião).

A curvatura se torna muito mais aparente a partir de 50 mil pés de altura (pouco mais de 15 km). Quem teve a oportunidade de voar em um Concorde, antigo jato supersônico, pode vivenciar essa experiência, já que a aeronave conseguia alcançar uma altura de 60 mil pés (18,2 km).

2) Compre um balão meteorológico

Fonte: Universidade de Leicester
Fonte: Universidade de Leicester

Em janeiro deste ano, estudantes da Universidade de Leicester colocaram algumas câmeras em um balão meteorológico. O objeto chegou a alcançar uma altura de 77,4 mil pés (23,6 km) acima da superfície, muito acima do nível necessário para ver a curvatura da Terra. Nem é preciso dizer que a câmera enviou diversas imagens no horizonte, onde era possível ver o formato redondo de nossa casa.

1) Compare suas sombras

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A primeira pessoa a estimar a circunferência da Terra foi o matemático grego Eratóstenes, que nasceu em 276 antes de Cristo. Ele conseguiu fazer essa estimativa após comparar as sombras durante um dia de verão na atual cidade de Assuã, no Egito, com aquelas registradas em Alexandria, que ficava bem ao norte.

Ao meio dia, quando o sol estava diretamente sobre Aswan, não havia sombras. Já em Alexandria, um graveto que ele fincou no chão gerou uma sombra no mesmo horário. Eratóstenes percebeu que se ele soubesse o ângulo da sombra e a distância entre as duas cidades, ele poderia calcular a circunferência do globo.

Se a Terra fosse plana, não existia nenhuma mudança entre o comprimento de qualquer sombra. A posição do sol seria sempre a mesma, em relação ao solo. Apenas um planeta em formato de globo explicaria por que a posição do sol é diferente em duas cidades que estão a centenas de quilômetros de distância.

Fonte: LiveScience

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