Um jovem australiano perdeu uma aposta e teve que comer uma lesma comum de jardim. A brincadeira nojenta, mas aparentemente inofensiva, acabou sendo mais grave do que o esperado.
Sam Ballard, de 19 acabou ingerindo o animal sem saber que estava infectado com um parasita de nome Angiostrongylus cantonensis, popularmente conhecido como “lombriga de rato”, por serem geralmente encontrados nos roedores.
O ciclo de infecção se dá através das fezes dos ratos, que às vezes são comidas pelas lesmas que se tornam transmissoras. O verme pode se hospedar em humanos que ingerirem as lesmas contaminadas sem cozimento. Ballard comeu uma viva.
A presença desses parasitas geralmente causa náuseas, febre, dores de cabeça e vômitos, sintomas que acabam quando o verme morre sozinho, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças australiano. Mas o jovem não teve a mesma sorte.
O verme infectou o cérebro de Ballard e provou um tipo raro de meningite que o deixou em coma por cerca de 1 ano e 2 meses. Ao todo ele passou 3 anos no hospital e saiu de lá sem nenhum movimento no corpo abaixo do pescoço, permanecendo assim até hoje. O caso ocorreu em 2010.
Sapos, caranguejos e camarões também podem ser infectados pelo mesmo parasita e podem também passá-lo para humanos, caso os animais sejam consumidos sem cozimento e preparação adequada.
A lombriga de rato e o aquecimento global
O nome científico Angiostrongylus cantonensis indica o local de origem do parasita: a região da Indochina, incluindo as ilhas do oceano Pacífico, lugares onde a infecção é mais comum e foi documentada pela primeira vez.
No entanto, casos na Flórida e no Havaí já foram registrados e os especialistas alertam para o aquecimento global. As altas temperaturas favorecem a expansão do parasita através dos ratos e lesmas e podem permitir que o verme chegue a outros lugares do mundo com facilidade.