Não bastasse a situação gravíssima da pandemia de covid-19 na Índia, as vítimas do vírus ainda sofrem com uma doença provocada por um fungo.
A mucormicose se aproveita do sistema imunológico enfraquecido daqueles que contraem o novo coronavírus e tem colaborado para que o número de mortes de pessoas nessas condições seja ainda mais alto do que já seria normalmente.
A taxa de mortalidade dessa doença provocada pelo fungo é muito maior do que a da própria covid-19, chegando a 44%. Soma-se a isso o fato de que a Índia é o pior país do mundo nos números da pandemia, e o que temos é uma complicação gigantesca.
Atualmente, o país tem médias de mortos chegando a 3900 por dia, além de uma nova variante própria do coronavírus que já acende luzes de alerta em todo o mundo.
É interessante notar que o fungo que causa a mucormicose é naturalmente inofensivo.
Esporos dele são inalados frequentemente e o sistema imunológico normalmente não tem problemas para combater a infecção, mas quando a situação já está agravada pela covid-19, o fungo se instala nos pulmões e pode chegar até ao cérebro, causando dano irreversível.
Se a taxa de mortalidade da doença já está alta, com casos sendo registrados em todo o país, o futuro pode ser ainda pior se o fungo não for controlado.
Autoridades acreditam que os 44% podem evoluir para uma taxa de 76%, chegando até 97% se tudo sair do controle, algo que o governo indiano tenta impedir de qualquer maneira.
Risco generalizado
Assim como a covid-19, a mucormicose também parece afetar mais os diabéticos e pessoas que se encaixam de maneira geral nos grupos de risco da pandemia.
No entanto, a forma de contaminação é diferente: lençóis e objetos manipulados por infectados, assim como o contato direto.
O uso de corticoides e outros medicamentos para conter os sintomas de covid-19 acaba também prejudicando o sistema imunológico e ajudando o fungo.
O governo da Índia anunciou que está comprando também lotes de medicamentos antifúngicos para lidar com esse novo problema.