Astronauta volta do espaço com coração 27% menor; entenda

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O coração do astronauta Scott Kelly sofreu uma grande mudança após ele ter passado um ano no espaço.

Tudo foi parte de um experimento científico que incluía o irmão gêmeo dele, e também astronauta, Mark Kelly, que passou o mesmo período vivendo uma vida normal na Terra, para efeitos de comparação. A grande diferença notada pelos cientistas foi no coração.

Os resultados, publicados agora, mostram que os mais de 340 dias de Scott no espaço fizeram muita diferença no coração do astronauta.

O efeito principal é no ventrículo esquerdo, uma das maiores partes do órgão, que agora está mais de um quarto menor do que antes. Além disso, a massa total do coração diminuiu de 190 para 139 gramas, ou cerca de 27%.

A exposição do corpo humano a gravidade zero provoca uma atrofia dos músculos, entre outros efeitos. Dessa forma, sendo o coração um músculo, era esperado que ele sofresse alterações, mas não que fossem tão drásticas e nem que afetassem seu tamanho.

Apesar de tudo, Scott está saudável e sua capacidade cardíaca não foi prejudicada no espaço, mesmo com tantas mudanças.

Sem gravidade, os músculos não são exercitados nem mesmo com movimentos normais, como caminhar ou ficar em pé.

Assim eles acabam atrofiando e um astronauta como Scott Kelly acaba tendo uma rotina de exercícios bem puxada para tentar minimizar esse efeito. No caso dele, eram duas horas por dia de treinos, seis dias por semana.

Boiando no espaço

O mesmo estudo que analisou o coração do astronauta Scott Kelly também levou em conta a atividade do atleta Benoît Lecomte, que atravessou o oceano pacífico nadando em 2018.

O longo tempo passado na água teve um efeito similar ao de Scott, com o coração de Lecomte diminuindo 20%. Ele nadava seis horas por dia e descansava em um barco no resto do tempo.

Os efeitos do espaço no corpo humano são ainda desconhecidos em sua totalidade. Além da atrofia muscular, sabe-se que o sangue não circula de forma normal, o que pode acarretar em uma série de problemas.

Os ossos também perdem densidade, se tornando mais fracos e os olhos acabam achatando a presença da gravidade.



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