Biohackers: conheça as pessoas que modificam seus corpos com tecnologia

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Ciborgues e pessoas com corpos altamente modificados são comuns nas obras de ficção, mas o quão próximo disso estamos na realidade? Os biohackers são a resposta. Essas pessoas fazem modificações no corpo, geralmente implantando peças e equipamentos tecnológicos, com o objetivo de tornar ainda mais perfeita a máquina biológica e encontrar soluções que a natureza não conseguiu.

Os biohackers fazem modificações nos próprios corpos, de forma totalmente independente, sem a supervisão de médicos ou qualquer tipo de profissional da saúde, em experimentos muitas vezes arriscados. É o caso de Tim Cannon, um biohacker que implantou sob a pele de seu braço esquerdo um dispositivo que monitora sua temperatura corporal em tempo real, podendo gerar relatórios que são acessados através de um app de celular. A ideia é boa, mas a execução foi feita de forma independente e pouco segura. Por enquanto, está tudo bem com ele.

Já Peyton Rowlands é um dos biohackers que preferem experimentos mais simples, mas nem por isso menos estranhos. Ele implantou sozinho, sem anestesia, um ímã de neodímio sob a ponta de um dos dedos. Isso confere a ele uma espécie de “sexto sentido”, já que ele consegue sentir campos magnéticos. Caleb Nelson realizou o mesmo procedimento há mais tempo e está se graduando em ciência cognitiva, estudando como seu próprio cérebro incorpora esse “sexto sentido” do magnetismo do ímã.

Apenas experimentalismo?

O trabalho dos biohackers é muitas vezes chocante e pode parecer algo arriscado demais e com poucas chances de render frutos, mas é exatamente o inverso. Esses experimentos podem ser o primeiro passo da medicina em direção ao uso de tecnologia de modo mais efetivo em pacientes das mais diversas doenças.

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O avanço da nanotecnologia possibilitaria, por exemplo, o implante subcutâneo de chips e pequenos dispositivos de monitoramento, capazes de gerar relatórios, assim como o sistema desenvolvido por Tim Cannon. No entanto, a área precisa caminhar bastante ainda em questões de biosegurança, já que uma bateria poderia vazar, por exemplo, causando até a morte do biohacker ou do paciente, no futuro.



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