A atrapalhada participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial

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A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial é sempre lembrada pelo heroísmo dos pracinhas, mas como foi o Brasil na Primeira Guerra Mundial? Pode-se dizer que foi praticamente o contrário da segunda, com direito a muitas trapalhadas e a famosa Batalha das Toninhas, onde um cardume de golfinhos foi confundido com uma frota de submarinos alemães.

O Brasil permaneceu neutro por quase toda a guerra, até que o torpedeamento de alguns navios brasileiros na Europa por submarinos da Alemanha, seguido de pressão popular, fez com que o presidente Venceslau Brás colocasse o país no primeiro conflito mundial em 1917. A princípio, foram enviados médicos que cumpriram muito bem seu serviço, principalmente na França. O problema viria com os contingentes militares.

Uma tropa de aviadores brasileiros foi enviada, mas não chegou a sair do chão. Além deles, uma frota de navios de guerra, comandados pelo almirante Pedro Max Fernando Frontin, foi mandada para a cidade de Dakar, no Senegal, de onde operaria sob supervisão britânica. Ao desembarcar no continente africano, cerca de metade das tripulações morreu acometida por gripe espanhola, mostrando que para o Brasil, a guerra já havia começado com o pé esquerdo.

A Batalha das Toninhas

Em Dakar, os brasileiros são então enviados pelos britânicos para o estreito de Gibraltar, no sul da Espanha. Os comandantes foram orientados a ter cautela no caminho, já que submarinos alemães, conhecidos como U-boats, estariam pelo caminho. Dito e feito, um telescópio é avistado e a frota brasileira abriu fogo na direção do que acreditava ser uma frota de U-boats.

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No entanto, logo a água do mar é tingida de vermelho e os corpos das primeiras toninhas, uma espécie de golfinho, começam a boiar inertes. O episódio ficou marcado como a Batalha das Toninhas, onde a frota brasileira confundiu os animais com submarinos, abrindo fogo sem pensar duas vezes.

Já em novembro de 1918, os brasileiros finalmente chegam a Gibraltar, prontos para auxiliar nas linhas de combate. Acontece que eles desembarcaram no dia 10 de novembro, e o fim da Primeira Guerra Mundial seria determinado no dia seguinte, fazendo da expedição brasileira uma grande aventura, porém sem nenhuma utilidade efetiva. Todas as baixas sofridas foram pela gripe espanhola, enquanto as únicas vítimas do destemido esquadrão foram os golfinhos.



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