Brasileiro cria sistema que ‘traduz’ pensamentos de pessoas em coma

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Um brasileiro de apenas 20 anos de idade criou um sistema capaz de “traduzir” pensamentos de pessoas que se encontram em estado de coma. A ideia é minimizar o sofrimento tanto dos pacientes nessa condição, quanto da família, que pode voltar a ter esperança sabendo que a pessoa ainda está viva, apesar de não responder a nenhum estímulo.

Luiz Fernando da Silva Borges é um prodígio da ciência no Brasil e realiza um trabalho impressionante diretamente do seu quarto, na casa em que mora na cidade de Aquidauana, no estado do Mato Grosso do Sul. Sua mais nova invenção, entre outras, é o sistema batizado de Hermes Braindeck.

Borges se baseou em um estudo do cientista britânico Adrian Owen, que afirma ser possível se comunicar com pessoas em situação de coma, interpretando os impulsos elétricos emitidos pelo cérebro. É exatamente isso que o Hermes Braindeck faz: através de uma touca coberta com eletrodos e sensores ligados a um computador, qualquer sinal detectado no cérebro é detectado e “traduzido” pelo sistema em respostas simples, “sim” ou “não”. No vídeo abaixo, o criador explica como funciona sua invenção:

O Hermes Braindeck foi testado com 50 voluntários saudáveis e obteve um índice de exatidão nas respostas de 80%, um número bastante expressivo. A ideia de Borges agora é testar o sistema com pacientes em coma na Santa Casa de Campo Grande, algo que ele pretende fazer até o final de 2018.

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Talento precoce

Apesar da pouca idade, o jovem Luiz Fernando da Silva Borges tem uma sólida carreira como pesquisador, tendo desenvolvido ideias e ganhado prêmios por conta própria, na maioria das vezes sem nenhum tipo de apoio financeiro ou de infraestrutura. Em 2016, ele desenvolveu um tipo de prótese para amputados que permite a recuperação do tato, ganhando o prêmio da área de engenharia biomédica em uma feira promovida pela Intel.

Em 2017 ele ganhou novamente o prêmio, agora apresentando o sistema Hermes Braindeck. Depois disso, o empresário Ricardo Nantes, fundador da startup Empodera, passou a patrocinar o projeto, disponibilizando 150 mil reais para que Borges possa trabalhar em melhorias e novos testes.



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