Cães, janelas e até sal: 10 impostos que já foram cobrados em coisas estranhas

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Uma certeza que temos na vida é que um dia, vamos morrer. Mas segundo Benjamin Franklin, existe uma segunda, que é o pagamento de impostos. É algo com o qual já nos acostumamos, não é mesmo? Mas já imaginou ter de pagar uma taxa para ter um cachorro? Ou por cada janela de sua casa?

Com essas ideias absurdas em mente, confira abaixo 10 impostos que já foram cobrados em coisas estranhas e absurdas.

10) Cachorros

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O melhor amigo do homem já se tornou alvo de impostos entre os anos de 1797 e 1798 na Escócia, com a exceção de animais que eram trabalhadores. E virou motivo de polêmica, já que muitas pessoas não concordaram com a medida, que transformaria os cães em meros objetos. Mas houve quem apoiasse e argumentasse que eles consumiam os mesmo recursos que nós, seres humanos.

É importante ressaltar que a medida não era uma forma de exterminar os animais, mas ainda assim, muitas pessoas tiveram de matar ou abandonar seus cachorros por conta desse imposto. A intenção era usar o dinheiro recolhido para ajudar os mais necessitados.

9) Barbas

Fonte: thevintagenews.com
Fonte: thevintagenews.com

O Rei Henrique VII da Inglaterra decidiu, em 1535, que qualquer homem que usasse barba teria de pagar impostos sobre ela. Não que ele não gostasse delas, pois também usava barba. Só que ela era motivo de status na época. E o valor pago pela pessoa variava com relação as suas condições financeiras: se fosse alguém rico, tinha de pagar mais que o resto.

Henrique VII acabou abandonando a medida, mas ela foi adotada novamente no governo de Elizabeth I, que impôs essa taxa para determinado comprimento.

E em 1698, Pedro I da Rússia também criou esse imposto para fazer com que os russos não usassem barba. Aqueles que não pagaram a taxa tiveram suas barbas retiradas em público.

8) Relógios

Fonte: taxfitness.com.au
Fonte: taxfitness.com.au

Em julho de 1797, o governo britânico fez todos os seus cidadãos pagarem uma taxa especial para que tivessem qualquer tipo de relógio.

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Nem é preciso dizer que muita gente ficou insatisfeita com a medida, mesmo com o fato de que era preciso pagar esse imposto apenas uma vez a cada três meses. Muitas pessoas começaram a esconder seus relógios de casa ao invés de declará-los para o governo.

Quem saiu perdendo, lógico, foram os fabricantes de relógios, que tiveram um prejuízo imenso. E quem saiu ganhando foram os donos de tavernas, que colocavam relógios em seus estabelecimentos na esperança de que alguém parasse nos locais para checar as horas e aproveitasse a ocasião para comprar uma bebida.

Nove meses depois, em março de 1798, o governo britânico revogou um dos impostos mais absurdos que já criou.

7) Chineses

Fonte: thoughtco.com
Fonte: thoughtco.com

Em 1885, o governo do Canadá criou uma lei que exigia o pagamento de 50 dólares canadenses a qualquer imigrante chinês que fosse morar no país.

O ato foi culpa de um sentimento antichinês que surgiu no país nesta época. O motivo é que muitos imigrantes estavam tomando os postos de trabalho de muitos canadenses, pois aceitavam ganhar um salário bem menor.

Isso não impediu a chegada de mais chineses ao Canadá, o que fez o governo só aumentar, sem sucesso, o valor do imposto. A taxa foi relaxada durante a Primeira Guerra Mundial, mas esse sentimento antichinês retornou com força após o fim do conflito.

Em 1923, os chineses foram proibidos de entrar do país. A lei só foi ser parcialmente abolida em 1947 e por completo em 1967.

6) Lareiras

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Entre 1662 e 1689, casas na Inglaterra e no País de Gales tiveram de pagar impostos pelo simples fato de terem uma lareira. A medida foi adotada para cobrir os custos do Rei Charles II. Outros dizem que foi apenas mais uma forma do governo arrecadar mais dinheiro.

De qualquer forma, a taxa se tornou controvérsia e odiada pela população. Além de ela ser absurda, muitas pessoas não gostaram do fato de fiscais entrarem em suas casas para conferir se existia uma lareira no local, o que foi considerado uma quebra de privacidade.

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Outro motivo de discórdia é que até abrigos e hospitais tiveram de pagar esse imposto, enquanto que pessoas mais ricas estavam isentas. De qualquer forma, essa taxa foi um fracasso e não arrecadou o que o governo esperava.

5) Janelas

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Você já deve ter notado que o Reino Unido já foi berço de muitos impostos absurdos. Nem as janelas de casas foram perdoadas, pois também viraram alvo de taxas em 1696. Apenas casas com mais de 10 janelas tinham de pagar o imposto.

A ideia era não cobrar o pagamento dos mais pobres, só que muitos deles viviam em prédios que tinham mais de 10 janelas. Isso fez os proprietários aumentarem o valor do aluguel. Como forma de contornar a medida, muitos retiraram as janelas das casas e colocaram tijolos no lugar. E não bastava reduzir o tamanho: até o menor dos buracos era levado em conta.

Por conta disso, o limite foi reduzido para sete janelas. Mas de qualquer forma, a medida foi mal recebida e criticada por médicos, já que a má ventilação poderia resultar em doenças. O imposto só deixou de ser cobrado em 1851, após mais de um século de reclamações.

4) Sal

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Por séculos, o sal era um dos impostos cobrados dos franceses antes da famosa Revolução Francesa e a próprio pagamento dessa taxa foi um dos motivos que causaram a revolução. Ela foi introduzida em 1295 e incluía, originalmente, até mesmo vinho e trigo.

Cada região podia determinar o valor cobrado pelo sal, que poderia ser comprado apenas em certos galpões que o armazenavam. As taxas eram altíssimas e existiam severas punições para quem fizesse contrabando ou algo semelhante.

Muitas pessoas chegavam a gastar o que ganhavam no mês apenas para comprar sal, e quanto mais longe do mar, mais caro ele ficava. O imposto foi abolido durante a Revolução Francesa. No entanto, Napoleão o reintroduziu para cobrir os custos da guerra contra a Itália. A medida só desapareceu de vez em 1949.

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3) Pó para cabelos

Fonte: wshc.eu
Fonte: wshc.eu

Em 1795, o governo britânico queria arrumar fundos para financiar sua guerra contra a França, então decidiu taxar pó para cabelos. Todos que o usassem tinham de pagar uma libra por ano.

Muitas pessoas não precisavam pagar essa taxa, como exceção da família real, soldados, engenheiros e clérigos que arrecadavam menos de 100 libras por ano.

E, claro, muitas pessoas reclamaram bastante, o que fez muita gente abrir mão de usar o produto. Esse imposto só foi ser abolido em 1869.

2) Tijolos

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Fonte: JRPG

Mais uma vez, o Reino Unido precisava de recursos após perder a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Outro objeto que se tornou alvo de taxas no país foram os tijolos. A medida foi introduzida em 1784 e também abrangia azulejos.

Como o imposto valia a cada mil tijolos comprados, tijoleiros começaram a produzir tijolos cada vez maiores. Mas logo o governo notou a esperteza e colocou um limite no tamanho do produto. A taxa foi extinta em 1850.

1) Chapéus

Fonte: oliverbrown.org.uk
Fonte: oliverbrown.org.uk

Por fim e para variar, os britânicos não pouparam nem mesmo chapéus, que também se tornaram alvo de impostos em 1784. Chapeleiros de Londres pagavam duas libras por ano, enquanto que aqueles que moravam em outros cantos do país pagavam cinco. E ainda tinham de usar um selo em cima de suas lojas para que fiscais reconhecessem os locais com facilidade.

Os chapéus ainda tinham de conter um selo que poderia resultar em prisão se o acessório fosse comprado ou vendido sem ele. Assim, muitos chapeleiros tentaram burlar a lei e foram presos. E um homem chamado John Collins chegou a ser sentenciado à morte por ter cometido o crime.

Fonte: Listverse



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