Chupa-cabra existe? Cientista revela a verdade sobre a lenda

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Quem foi criança nos anos 90 provavelmente passou medo com alguma reportagem sobre o chupa-cabra na TV. Anos depois, um cientista desvendou o mito, que possui explicações muito mais humanas do que os extraterrestres, vampiros e animais monstruosos que a mídia divulgou como culpados pela morte de animais em vários países da América Latina.

A lenda do chupa-cabra surgiu em 1995, com o primeiro registro de um caso em Porto Rico. Depois disso o sinal da passagem da criatura teria aparecido em vários países da América Latina, incluindo o Brasil. Cabras, ovelhas e gado em geral eram encontrados mortos, com marcas de mordidas no pescoço e totalmente sem sangue, um grande mistério da época.

Baseado nessa lenda, o pesquisador Benjamin Radford, do Comitê para a Investigação Cética (CSI, na sigla em inglês), resolveu investigar o chupa-cabra. Em um trabalho que durou 5 anos e passou por quase todos os países onde a aparição da criatura foi relatada, Bradford foi o primeiro a realizar um teste de DNA em um suposto corpo de um chupa-cabra. E o resultado foi bem menos empolgante do que a lenda.

Os 12 supostos chupa-cabras não passavam de coiotes, cães ou outros animais com sarna sarcóptica, uma doença de pele comum, mas que se não tratada, deixa os animais com um aspecto bem desagradável. O bicho perde completamente os pelos e a pele fica com manchas escuras que o fazem parecer um alienígena, dependendo da circunstância.

E as cabras mortas?

No entanto, é bem improvável que um coiote, cão, ou qualquer outro animal do tipo se alimente apenas de sangue. Por outro lado, Bradford apontou que é comum que esses animais cacem as cabras e ovelhas, as matem e acabem não consumindo a sua carne, o que explicaria os “requintes de crueldade” do chupa-cabra.

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A ausência de sangue nos corpos também tem uma explicação. Quando um animal morre, a circulação sanguínea pelo corpo para de acontecer e todo o líquido se acumula na parte baixa do cadáver, onde acaba coagulando, isto é, se tornando gelatinosa ou sólida. Dessa forma, o corpo dos animais mortos parecia estar completamente drenado quando era encontrado pelas pessoas.



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