Cientistas podem ter encontrado um famoso planeta visto em “Star Wars”

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Descoberta de asteroides orbitando um sistema com dois sóis pode ser um indício de que a ficção científica está vindo para a realidade.

star wars

Nenhum dos planetas extra-solares que foram encontrados até agora – que orbitam dois sóis – se comparam ao famoso planeta visto na sequência de filmes “Star Wars”, uma das maiores sagas de todos os tempos do cinema. Tatooine é um planeta bastante semelhante à Terra, constituído por rochas, mas que orbita duas estrelas. Porém, tudo o que os cientistas encontraram até hoje sobre planetas que orbitam duas estrelas binárias é que eles são gasosos – como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, que são até incríveis por sua beleza, mas não passam de enormes balões de gás, sem as maiores características de um planeta rochoso.

Voltando um pouco no tempo

Mas isso está prestes a mudar. Os astrônomos do University College London descobriram recentemente vestígios que mostram que, sim, estrelas binárias podem abrigar planetas rochosos de mesma estirpe da Terra. Antes de seguirmos com a grande descoberta, vale lembrar os fatores que fazem com que estrelas binárias não costumam abrigar planetas rochosos, com clima favorável e confortáveis como o nosso. Para apresentar isso, vamos relembrar a história do nosso próprio Sistema Solar:

1. Há aproximadamente 5 bilhões de anos, uma enorme nuvem de poeira e gás se ajuntou em um canto, estando a 28 milhões de anos-luz do centro da Via Láctea. A atração gravitacional entre as partículas foi apertando esse grande nevoeiro cósmico cada vez mais. À medida que a densidade aumentava, mais rápido ele girava.

2. A velocidade da rotação foi contraindo cada vez mais a nuvem, até se transformar em um disco achatado, com a aparência de uma “mini galáxia”. Bem no centro, a matéria ficou tão comprimida que os átomos começaram a se fundir uns aos outros, liberando uma quantidade excessiva de luz e calor. Foi a origem do nosso conhecido Sol, há 4,6 bilhões de anos.

3. A grande força da combustão do Sol jogou para longe os átomos mais leves (como o hidrogênio, o menor de todos e que compõe quase 90% de todos os átomos existentes). Já os átomos mais pesados (como os de ferro e silício, que formas as rochas), resistiram à explosão e não foram lançados para tão longe. Hoje, repousam em uma área mais “confortável” do Sistema. O ferro e o silício foram se juntando em forma de asteroides, esses mesmos se juntaram na forma de uma pedra ainda maior, que conhecemos hoje por “Terra”.

Se o nosso Sol tivesse nascido com um irmão gêmeo, formando então uma estrela binária, tudo poderia ser bem diferente. A gravidade das duas estrelas seria tão poderosa que não permitiria que os átomos de ferro e silício se unissem na forma de planetas rochosos e, talvez, nem asteroides. Tudo o que teríamos seria um grande Sistema com enormes planetas gasosos, que são grandes justamente por serem gasosos.

Observando o sistema binário

Voltando para a descoberta, a existência de um Tatooine, planeta rochoso e com dois sóis, sempre foi vista como uma impossibilidade, ficando apenas na imaginação da ficção científica. Mas só até agora, já que os pesquisadores britânicos, liderados pelo astrônomo Jay Farihi, encontraram vários asteroides em volta de um sistema binário. Conhecido como “SDSS 157”, o tal sistema fica a mil anos-luz da Terra, mais ou menos a distância daqui até as conhecidas “Três Marias”.

A maior estrela do sistema é uma anã-branca, com aproximadamente 45% da massa total do Sol; a outra é uma anã-marrom, uma espécie de astro com o diâmetro dezenas de vezes maior que o de Júpiter e com um brilho próprio – na verdade, trata-se de um intermediário entre um gigante gasoso e uma estrela, de fato. Na representação oficial abaixo, desenharam a anã-marrom bastante semelhante com Júpiter. Mas a imagem é apenas uma ideia, já que os telescópios da Terra não conseguem observá-la com nitidez.

sistema binário

Finalizando…

De qualquer modo, trata-se de um sistema binário genuíno. O mais impressionante e incrível é que os asteroides se comportam como um planeta em formação, indicando que o par de estrelas pode abrigar completamente planetas como a Terra.

Parece que a imaginação da ficção científica está saindo das telas e vindo direto para a vida real. Já imaginou, um sistema igual o apresentado no universo de Star Wars, começando por Tatooine? Se for assim, o diretor George Lucas teve grandes visões sobre uma galáxia muito, muito distante.



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