Death metal deixa fãs felizes e não violentos, revela estudo

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As letras são violentas, o som mais ainda e o visual também não é lá muito amistoso. Mas ao contrário do que pode parecer, o death metal é fonte de felicidade e não deixa seus fãs mais violentos. É o que garante um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Macquarie, na Austrália, mostrando que definitivamente não se pode julgar um livro, ou um disco, pela capa.

Um dos subgêneros mais extremos dentro do heavy metal, o chamado death metal é caracterizado pela música rápida, vocais agressivos e letras que falam sobre violência, maldade e na maioria das vezes coisas ruins, em geral. Assim como acontece com os videogames, há quem acuse os fãs do estilo de serem pessoas violentas, ideia que o estudo australiano derruba de vez.

A pesquisa contou com 80 voluntários, sendo 32 deles fãs de death metal. Eles observaram imagens violentas e neutras e deveriam indicar quando identificassem violência nessas imagens. Enquanto isso, a trilha sonora do local do teste variava entre as músicas “Happy”, de Pharrell Williams, e “Eaten”, da banda de death metal sueca Bloodbath.

Os resultados mostraram que os fãs e os não-fãs percebem a violência da mesma forma, não havendo nenhum tipo de “indiferença” por parte dos headbangers, como muitos acreditavam. E também não importava a música que estava tocando, ou seja, não dá para acusar a música de incitar violência.

Canções de ninar

Ouvir death metal não só não causa nenhum tipo de insensibilidade à violência, como também provoca efeitos positivos. Estudos mais antigos realizados pelos mesmos psicólogos da Universidade de Macquarie mostraram que os fãs do estilo sentem prazer, alegria e paz ao ouvir suas bandas preferidas.

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Os pesquisadores também identificaram sentimentos de empoderamento causados pelo death metal em seus fãs, algo que pode ser extremamente benéfico em pessoas com problemas de personalidade relacionados à baixa auto-estima. Em outras palavras, é provável que a música faça bem a pessoas problemáticas, ao invés de agravar o problema.



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