Estudo associa uso do Facebook com maior expectativa de vida

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Nós já associamos a ideia de que passar horas no computador ou no celular, em redes sociais e afins, não é nada bom para a nossa saúde, não é mesmo? Mas um estudo feito pela Universidade da Califórnia, em San Diego, garante que usar o Facebook de maneira moderada pode estar associado a uma expectativa de vida maior.

O estudo foi publicado no final do mês passado, em um artigo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Os pesquisadores cruzaram os dados de 12 milhões de usuários do Facebook, nascidos entre 1945 e 1989, com suas informações no banco de dados do sistema de saúde da Califórnia.

Ao cruzar esses dados, o estudo analisou as atividades dos usuários e percebeu que ao comparar pessoas de mesmo gênero e idades, aquelas que eram mais ativas no Facebook tinham um risco de mortalidade 12% menor do que as que não utilizavam a rede social com frequência.

“Interagir online parece ser saudável quando a atividade é moderada e complementa interações pessoais”, garantiu William Hobbs, cientista político da universidade e responsável pelo estudo.

Fotos e amigos no Facebook

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Algo que também foi reparado pelos pesquisadores é que a diminuição do risco de mortalidade era ainda maior nas pessoas que postavam muitas fotografias. Isso sugere que o indivíduo tem vida social ativa e possuem muitas interações na sua vida offline. O número de amigos também foi considerado relevante: quanto mais pedidos de amizade, maior a longevidade do usuário.

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Esta interação, segundo Hobbs, confirma uma teoria lançada pela socióloga Lisa Berkman em 1979: as pessoas com vínculos sociais fortes possuem uma expectativa de vida mais longa. Em uma analogia com o estudo, estes vínculos citados por Berkman se resumem atualmente em aceitar pedidos de amizade e publicar fotografias no Facebook.

Cuidado

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Mas isso não significa que você tenha de começar novas amizades ou publicar fotos aos montes em seu Facebook. Como qualquer coisa nesta vida, é preciso ter moderação no uso da rede social.

“Em casos extremos, em que se gasta muito tempo online com poucas evidências de conexões por outras maneiras, conseguimos perceber uma associação negativa”, disse Williams Hobbs.

Texto por Augusto Ikeda, edição por Igor Miranda



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