Estudo mostra que a Via Láctea está em rota de colisão com outra galáxia

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Não há motivo para pânico ainda, mas a verdade é que a nossa galáxia, a Via Láctea, está simplesmente indo em direção à Andrômeda, outra galáxia com a qual vai se chocar daqui a alguns milhões de anos. Segundo um novo estudo, o mais provável é que as duas acabem se fundindo e dando origem a uma nova galáxia. O que não se sabe é quem vai estar lá para ver isso acontecer.

Cientistas de várias universidade e centros de pesquisa produziram um estudo para avaliar a situação do processo de colisão e a boa notícia é que está indo tudo bem. Na verdade, os pesquisadores observaram outras 20 galáxias que também estão em processo de fusão, com o objetivo de entender melhor como isso vai acontecer com a Via Láctea e Andrômeda.

A pesquisa se utilizou principalmente de dois importantes telescópios: o Hubble, da Nasa, que fica na órbita da Terra e o WM Keck, terrestre, localizado no estado americano do Havaí. Pela primeira vez os cientistas conseguiram observar o momento exato da colisão entre os núcleos das galáxias, onde existem, na maioria das vezes, buracos negros super massivos. É o caso da nossa.

Outras colisões já haviam sido registradas, mas nunca com tamanha precisão de imagem e momento. Nas pesquisas anteriores, a fusão já havia acontecido e os dados obtidos não diziam muito sobre o processo.

Passado e futuro

Não será a primeira vez que a Via Láctea se funde a outra galáxia. Os cientistas acreditam que isso já aconteceu no passado, por mais de uma vez, mas sempre com galáxias menores. Nesses casos a nossa galáxia “devorava” a vizinha, incorporando sua massa. No caso da próxima colisão, com Andrômeda, é possível que o inverso ocorra, já que ela é bem maior do que a Via Láctea.

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Os pesquisadores esperam avanços nessa área a partir de 2021, quando será lançado o telescópio espacial James Webb, da Nasa. O novo equipamento virá com lentes infravermelho mais potentes do que as disponíveis atualmente, o que deve permitir observações ainda melhores.



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