Estudo mostra que a poluição mata mais que a guerra, desastre e a fome

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Não é a guerra, a doença, a corrupção, os desastres naturais ou até mesmo a violência. O fator que mais está matando pessoas a cada ano em todo o mundo é a poluição ambiental, a contaminação do ar e da água.

Ao menos, essa é a conclusão de um estudo que apontou que uma em cada seis mortes prematuras no mundo, algo que corresponde a cerca de 9 milhões de pessoas, são causadas por doenças que surgem da exposição a substâncias tóxicas.

O relatório foi produzido pela Icahn School of Medicine no Mount Sinai, de Nova Iorque, e publicado na revista médica Lancet. O epidemiologista Philip Landrigan, reitor da saúde global na instituição, foi o autor principal da pesquisa.

O mais preocupante é que os dados indicam que esse problema tende a piorar. Um relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde em 2014 indicava que o número de mortos por ano por problemas relacionados a poluição era de aproximadamente 7 milhões, o que sugere um crescimento de 28 por cento.

Os danos causados pelas substâncias tóxicas podem surgir de forma inesperada, pois agem no corpo de forma gradual e, muitas vezes, imperceptível. Por exemplo, pequenas partículas de poluentes presentes no ar podem penetrar nos pulmões, causando irritação. Em casos mais graves, a inflamação poderia até atingir o coração.

O relatório recente aponta que os custos causados pelas doenças e mortes relacionadas à poluição é gigantesco. O valor estimado pode chegar a US$ 4,6 trilhões (R$ 14,6 trilhões) em perdas todos os anos, o que representa aproximadamente 6,2 por cento de todo o dinheiro produzido pela economia global.

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Landrigan acredita que a maioria das pessoas não percebe a gravidade da questão. “A poluição é um enorme problema que as pessoas não estão vendo porque estão olhando para partes dispersas”, disse o pesquisador.

Como todas as grandes questões da atualidade, a poluição está distribuída de forma desigual em todo o mundo. Cidades como Pequim, na China, apresentam um nível inacreditável de poluição do ar, problema que também pode ser encontrado em diversas cidades na África.

Muitos dos países mais pobres ainda não enxeram a poluição como uma de suas prioridades, apesar de que no Paquistão, na Coréia do Norte, no Sudão do Sul e no Haiti, quase um quinto das mortes prematuras são causadas pela poluição do meio ambiente.

“A poluição não recebeu a mesma atenção que problemas como a mudança climática, a Aids ou a malária – é o problema de saúde mais subestimado do mundo”, afirmou Landrigan.

Com informações de Phys e The Guardian.



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