O Facebook quer que você digite com o cérebro e “escute” com a pele; entenda

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Você sabia que, em breve, o Facebook quer que você digite apenas com seus pensamentos e que “escute com sua pele”? Por incrível que pareça, a rede social está desenvolvendo uma tecnologia de interface cérebro-computador que “um dia permitirá que você se comunique apenas com a sua mente”, segundo Mark Zuckerberg, fundador da rede social.

O projeto faz parte do laboratório de hardware para consumidores do Facebook, que possui o codinome de Prédio 8. Pouco se sabia sobre o Prédio 8 até a última semana, quando a rede social divulgou os dois primeiros projetos da divisão em uma conferência na cidade de São Francisco.

Regina Dugan, chefe do Prédio 8, revelou que uma equipe 60 cientistas está trabalhando em um sistema não-invasivo que é capaz de digitar 100 palavras por minuto utilizando apenas as ondas cerebrais. E que o outro projeto é ainda mais futurista, e pretende desenvolver a linguagem humana através de nossa pele.

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Regina Dugan, chefe do Prédio 8

O objetivo final é, eventualmente, conseguir pensar em mandariam e sentir o espanhol, de acordo com Dugan, que se juntou ao Facebook no último ano.

Interfaces de fala silenciosas

Os projetos ainda estão longe de se tornarem produtos de verdade, mas o Facebook acredita que eles irão ver a luz do dia em breve.

“Eventualmente, nós queremos que os projetos se transformem em uma tecnologia que pode ser fabricada em escala”, afimou Mark Zuckerberg.

Já Regina Dugan, em uma postagem no seu blog, descreveu os dois projetos como “interfaces de fala sileciosas”, que, segundo ela, oferecem a conveniência de falar com sua voz, mas com a privacidade de enviar uma mensagem de texto.

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Confira abaixo o comunicado do Facebook a respeito das duas tecnologias que estão sendo desenvolvidas no Prédio 8:

Digite com seu cérebro

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Recentemente criou-se uma expectativa muito alta em torno de tecnologias cerebrais. Nós optamos por uma aproximação diferente, não invasiva e científica para uma interface entre cérebro e computador que possa transformar a fala em texto. Uma interface da fala silenciosa com a rapidez e flexibilidade da voz e a privacidade do texto.

Temos o objetivo de criar um sistema que é capaz de digitar 100 palavras por minuto, diretamente vindas do centro de fala do seu cérebro. Isso é cinco vezes mais rápido do que digitar em um smartphone.

Isso não é sobre decodificar pensamentos aleatórios. Isso é sobre decodificar as palavras que você já decidiu compartilhar, ao enviá-las para o centro de fala de seu cérebro. Pense da seguinte forma: você tira algumas fotos e escolhe compartilhar apenas algumas delas. De forma similar, você possui muitos pensamentos e utiliza apenas alguns deles.

Isso será feito através desses sensores não invasivos, que podem ser enviados em larga escala.

Nós precisamos dessas novas tecnologias não invasivas, que possam medir as atividades cerebrais centenas de vezes por segundo, de maneira precisa e sem distorção de sinais. Atualmente, não existem métodos não invasivos que consigam fazer isso.

Há seis meses, esse projeto era apenas uma ideia. Hoje, temos uma equipe de aproximadamente 60 cientistas e engenheiros, de diversas universidades, que se especializaram em métodos para decodificar fala e linguagem, em sistemas de tomografia óptica que vão além dos limites da resolução espacial e que desenvolveram as próteses neurais mais avançadas do mundo.

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Escute com sua pele

O segundo projeto permitirá que você consiga escutar com a pele. Estamos construindo o hardware e o software necessários para providenciar a linguagem através da pele. Ela possui 2 metros quadrados de uma rede de nervos que transmite as informações para seu cérebro.

O Braille, desenvolvido na França no século 19, provou que pequenas protuberâncias em uma superfície podem ser interpretadas pelo cérebro como palavras.

Também sabemos que pelo método de Tadoma, desenvolvido no início do século passado, crianças surdas e cegas poderiam aprender a se comunicar, por meio de vibrações que são sentidas em suas mãos, que são colocadas sobre a garganta e a mandíbula de uma pessoa.

De 1950 até hoje, o que essas técnicas têm em comum é que elas despertam a habilidade do nosso cérebro em reconstruir linguagem por meio de outros componentes.

A cóclea (a parte auditiva do ouvido interno) de nossos ouvidos pega o som e o separa em diversos componentes de frequência, que são transmitidos para o cérebro. Nós queremos fazer o mesmo trabalho da cóclea, mas queremos transmitir os resultados dos componentes de frequência através da pele.

Com esta tecnologia, esse será apenas o início do que consideramos ser “ouvir” com a nossa pele.

 

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