Olíbano: o incenso ‘puro’ que valia tanto quanto ouro na antiguidade

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Segundo a Bíblia, quando Jesus Cristo nasceu, recebeu presentes de ouro, mirra e incenso. Mas de qual incenso estamos falando?

Trata-se de olíbano, a resina de uma árvore que tem sido usada com os mais diversos fins desde a antiguidade e que, na mesma época do nascimento de Jesus, valia seu peso em ouro. Até hoje, trata-se de uma substância valiosa em alguns países.

Também chamado de franquincenso, ou incenso puro, é usado há pelo menos 6 mil anos como aromatizante e também remédio para diversas enfermidades.

Ele é a resina de uma árvore da espécie Boswellia sacra, que cresce em poucos lugares do mundo, incluindo o “chifre” da África, partes do Oriente Médio, Índia e sul da China.

Quanto mais branca fora a resina, mais cara ela é. O incenso mais puro possui um tipo de óleo que pode ser extraído e usado em pomadas e remédios usados para enfermidades que vão desde desconfortos intestinais a hemorroidas, além de dores e tratamento de feridas.

Esse óleo era tão valorizado, que os egípcio o chamavam de “suor dos deuses”.

Embora hoje a maior produção venha da África, é no Omã que é fabricado o olíbano considerado mais puro. A resina é muito presente na cultura do país, que produz vários tipos e com os mais variados fins.

É possível encontrar pessoas mascando pedaços de resina para refrescar o hálito e até mesmo sorvete de olíbano.

Perfume em extinção

A colheita de resina de olíbano no Omã está causando um problema para a espécie de árvores Boswellia sacra. A safra dura de abril a outubro, com a resina dos últimos meses sendo mais valiosa.

Cada árvore é explorada por cinco anos e depois passa outros cinco sem ser usada, repetindo então o ciclo. O longo tempo de espera não tem sido respeitado, devido a alta demanda.

Além disso, a indústria tem contratado trabalhadores menos experientes, muitas vezes temporários, que não possuem o mesmo conhecimento e cuidado dos extratores que trabalham com isso há gerações.

Dessa forma, muitas árvores estão tendo sua vida útil reduzida e a espécie que gera o incenso mais famoso e valioso do mundo está ameaçada de extinção.



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