Vil metal: por que existe uma quantidade de ouro tão grande no universo?

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O ouro é o metal mais valioso do mundo e embora seja relativamente abundante no mundo, as reservas terrestres não são nada comparadas ao universo.

Pode parecer absurdo, mas o cosmos está abarrotado de ouro e os cientistas ainda não entendem exatamente como ele se forma. O que podemos garantir é que não é a partir da transmutação de chumbo, como supunham os alquimistas.

Segundo um estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, existe tanto ouro no universo que na verdade a única possibilidade de criação do metal conhecida não seria o suficiente para explicar tamanha quantidade.

O ouro no universo seria criado a partir da colisão de estrelas de neutros, mas as contas simplesmente não batem.

As estrelas de nêutrons acabam sendo os “fornos” onde esse ouro é forjado, mas isso não é tão comum e nem tão fácil.

“Isso significa que precisa haver uma fusão nuclear além da capacidade do ser humano. E embora exista no Universo, não é muito frequente e, principalmente, não em lugares próximos”, explica a astrônoma Chiaki Kobayashi, uma das autoras do estudo, em entrevista para a BBC.

O ouro presente na Terra chegou ao longo dos bilhões de anos de existência do planeta através de meteoritos, que nada mais eram do que pedaços resultantes da colisão das estrelas de neutros e acabaram caindo por aqui.

Ou pelo menos é o que se acredita até agora.

Afinal, de quanto ouro estamos falando?

O estudo também tentou calcular a quantidade de ouro no universo, além de outros elementos. Os números assustam.

“De acordo com nosso modelo, a massa de ouro produzida no Universo durante seus 13,8 bilhões de anos é 4 × 10(elevado à 42ª potência) kg, o que é apenas entre 10% e 20% do que se estima a partir de observações em meteoritos, no Sol e em outras estrelas próximas”, explica Kobayashi.

Para efeitos de comparação, a Terra conta com “apenas” 50 mil toneladas do metal, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

No entanto, uma corrida espacial do outro parece ser bem improvável, mesmo em um futuro distante. “A verdade é que muitas dessas colisões de estrelas que produzem o metal no espaço estão muito longe de nosso alcance”, diz a astrônoma.



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