Personalidade é sua defesa para não perder seu emprego para um robô

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O avanço rápido da tecnologia tem deixado muitas pessoas preocupadas com o futuro de diversas profissões e vagas de emprego. Trabalhos que antes só poderiam ser realizados por seres humanos estão sendo gradualmente substituídos por máquinas há muitos anos, um processo que começou com a revolução industrial.

Porém recentemente mesmo profissões consideradas intocáveis, como a medicina e a advocacia, podem mudar bastante nas próximas décadas com a chegada de sistemas cognitivos que utilizam a inteligência artificial e o aprendizado profundo (deep learning) para realizar tarefas que exigem capacidade de raciocínio.

Muitas pessoas começam a temer que, no futuro, possam perder o seu emprego para um robô. Mas os psicólogos da Universidade de Houston acreditam que podem descobrir quem está mais em risco.

Em um estudo realizado com 346.660 pessoas, uma equipe liderada pelo professor assistente de psicologia social e personalidade Rodica Damian analisou traços de personalidade e interesses vocacionais na adolescência, juntamente com a inteligência e status socioeconômico.

“Descobrimos que, independentemente do contexto social, as pessoas com níveis mais elevados de inteligência, níveis mais elevados de maturidade e extroversão, maiores interesses nas artes e ciências (…) tendiam a selecionar (ou ser selecionados) em empregos menos computáveis, entre 11 e 50 anos depois”, publicou a cientista em um artigo no European Journal of Personality.

Maturidade e personalidade são o segredo

De acordo com a análise realizada pelos pesquisadores, cada aumento de 15 pontos no QI do entrevistado previa uma queda de sete por cento na probabilidade de que ele se envolvesse em um trabalho que pudesse ser computadorizado.

Mas a inteligência não foi o único fator relevante, pois um aumento na maturidade emocional ou em interesses científicos dos cidadãos pesquisados também tiveram o efeito de diminuir a probabilidade de perder o emprego para robôs. 

As descobertas, dizem os pesquisadores, sugerem que uma educação tradicional pode não ser ideal para as mudanças que devem acontecer no mercado de trabalho nas próximas décadas. No entanto, eles reconheceram que o sistema educacional já mudou substancialmente desde que os participantes da pesquisa estavam na escola, na década de 1960.

“Talvez devêssemos considerar o treinamento de características de personalidade que ajudarão a preparar as pessoas para futuros trabalhos”, disse ela, sugerindo que as pessoas poderiam ser guiadas para melhores interações sociais, comportamentos empreendedores ou interesse em atividades relacionadas com artes e ciências.

Mesmo com a evolução da tecnologia, todo o campo de produção de cultura e conhecimento continua sendo uma exclusividade dos seres humanos, ainda que com a ajuda de programas e computadores. Por hora, esse tipo de atividade é algo que nenhum robô é capaz de fazer.

“Ao preparar mais pessoas, pelo menos mais pessoas terão uma chance de lutar”, finalizou a pesquisadora.

Com informações do TechRadar

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