Planeta ‘algodão doce’ pode mudar teoria sobre formação de Júpiter

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O exoplaneta WASP-107b, também conhecido como planeta “algodão doce”, é um gigante gasoso, assim como Júpiter.

Na verdade, os dois planetas possuem um tamanho bem similar, mas a diferença de massa é enorme, com o “algodão doce” sendo cerca de 10 vezes mais leve do que o nosso vizinho de Sistema Solar. Isso pode indicar que os gigantes gasosos se formam de um jeito diferente e bem mais fácil.

Ele foi descoberto em 2017 e está localizado a cerca de 212 anos-luz do nosso planeta, nas proximidades da constelação de Virgem.

Um estudo conseguiu determinar sua massa em cerca de 10 vezes menor do que a de Júpiter, planeta do mesmo tipo, o que equivaleria a apenas 30 vezes a massa da Terra. Além disso, a constituição do exoplaneta também é diferente do normal.

Em um exemplo como Netuno, o núcleo do planeta representa entre 85 e 95% de sua massa total, enquanto no caso do WASP-107b, menos de 15% da massa está no núcleo.

A esfera de gases que forma a maior parte do planeta, ou seja, o “algodão doce” em si, representa a maior quantidade de massa, algo que nunca havia sido observado em um gigante gasoso.

Os cientistas agora tentam entender como o exoplaneta se formou e como tem conseguido manter sua grande e pesada camada de gases. Principalmente pelo fato de ele estar muito próximo de sua estrela, cerca de 16 vezes mais perto do que a distância entre a Terra e o Sol.

Como um planeta veio parar aqui?

O WASP-107b é um caso realmente específico, já que para a formação de um gigante gasoso, acreditava-se que a massa do núcleo deveria ser muito maior.

A única teoria que pode explicar sua existência, até o momento, é a de que ele se formou mais longe de sua estrela, mas acabou indo parar lá após interagir com outros planetas e detritos da formação daquele sistema.

Em uma distância maior da estrela, é possível acumular gás mesmo com um núcleo menos pesado. O “algodão doce”, diferente de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, deve ter migrado bastante desde sua formação, até alcançar a posição que se encontra hoje, perto da estrela.



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