Teoria indica universo ‘espelho’ e pode explicar origem da matéria escura

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Uma nova teoria pode mudar tudo o que sabemos sobre o universo e a chamada matéria escura. De acordo com ela, a matéria escura vem de um universo “espelho”, que teria sido criado junto com o nosso no Big Bang. Sendo um “espelho”, ele estaria indo ao contrário no tempo, voltando ao invés de avançar. Há quem acredite que essa teoria faz bastante sentido.

A teoria, publicada no Physics World, foi criada por três cientistas do Canadá, com o objetivo de explicar a origem da matéria escura, o elemento mais comum do universo, sobre o qual se sabe muito pouco a respeito e menos ainda sobre como ele é criado. Os cientistas basearam a teoria em uma lei da física chamada de simetria CPT.

Basicamente, os pesquisadores canadenses afirmam que no momento do Big Bang, foi criado um “antiuniverso” paralelo ao nosso, feito de matéria escura. Esse outro universo estaria voltando no tempo, em contraste com o universo conhecido, onde o tempo avança. Ele explicaria a presença de partículas que os cientistas chamam de neutrinos estéreis de grande massa.

Outras teorias apontam que cerca de 85% do universo seria formado por matéria escura. Alguns cientistas afirmam que nos instantes seguintes ao Big Bang, durante os primórdios do universo, a matéria escura era ainda mais abundante do que é hoje, significando que ela deve ter um papel importante na formação de galáxias, estrelas e possivelmente até mesmo da matéria comum.

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Espelho, espelho meu…

Os autores do estudo concordam que ainda há muito mais a ser aprofundado na teoria, mas eles acreditam que ela seja bastante plausível, principalmente por ser baseada em partículas e elementos já conhecidos, não dependendo de possíveis futuras descobertas, algo relativamente comum em teorias sobre o assunto.

Neil Turok, do Insituto de Física Teórica de Ontário, no Canadá, e um dos autores do estudo, expressou sua reprovação sobre teorias que dependem de elementos ainda não descobertos. “Existe essa linha de pensamento em que você explica um novo fenômeno inventando uma nova partícula ou campo. Eu acho que isso pode ser equivocado”, afirmou.



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