Empresa quer ser ‘Uber espacial’ usando biocombustível em foguetes

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Quando se fala em viagens ao espaço, geralmente lidamos com grandes veículos e cargas. Mas uma empresa pretende ser a versão espacial do Uber, lidando com cargas e números bem menores.

Além disso, eles pretendem fazer isso com o uso de um biocombustível que pode ser revolucionário em termos de sustentabilidade, além de outras inovações tecnológicas que podem dar o tom da exploração espacial no futuro.

Após algumas complicações com o tempo, o foguete Stardust 1.0, companhia bluShift Aerospace, conseguiu fazer seu voo inaugural.

Ele voou por apenas algumas milhas e caiu com a ajuda de um paraquedas, mas mesmo discreto, o lançamento fez história. Ele foi o primeiro foguete a ser lançado com a ajuda de um biocombustível feito exclusivamente para ele.

Sascha Deri é o fundador e CEO da companhia, além de ser o responsável pelo biocombustível. Ele e sua equipe vêm trabalhando na fórmula há mais de 6 anos e garantem que ele é barato e totalmente inofensivo para o meio-ambiente.

O Stardust 1.0 é um foguete pequeno, com 6 metros de comprimento e pesando 250 quilos, e é nesse tipo de veículo que a bluShift pretende trabalhar.

De acordo com Deri, a iniciativa busca tornar a viagem espacial mais acessível. Foguetes menores e mais baratos podem ser usados, pelo menos de início, para o lançamento de pequenos satélites e outros trabalhos que não demandam uma estrutura do tamanho da Nasa ou da SpaceX para serem realizados.

Economia em órbita

Além do biocombustível da bluShift, os próximos testes devem envolver uma liga de metal chamada de nitinol, desenvolvida pelo Kellogg Research Labs, em Salem.

O metal promete uma leveza e uma durabilidade excepcionais para empreitadas desse tipo e há até mesmo a possibilidade de se construir um foguete inteiro feito de nitinol.

Essas inovações tecnológicas seriam ainda uma grande injeção de ânimo na economia do estado do Maine, onde ocorreu o primeiro teste com o Stardust.

A empresa pretende usar algumas antigas bases aéreas que foram abandonadas após a Guerra Fria, causando um declínio econômico na região. No final das contas, sediar a Uber espacial pode ser um incentivo e tanto.



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