Vacinas personalizadas derrotam o câncer de pele em novo estudo

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Um novo estudo levanta a possibilidade de que vacinas personalizadas contra o câncer podem ser uma forma mais segura e eficaz do que as terapias atuais baseadas em imunologia.

Em um artigo putlicado recentemente pela Nature, cientistas relatam que seis pacientes com melanoma (câncer de pele) que receberam uma vacina experimental e customizada apresentaram um resultado positivo: seus tumores não retornaram após o tratamento.

Pesquisadores não envolvidos no estudo louvaram seus resultados, mas com ressalvas. Os cientistas “fizeram um belo trabalho”, disse Greg Lizee, do MD Anderson Cancer Center, especialista em imunologia tumoral, que chamou os resultados de “muito encorajadores”.

Mas como o estudo não incluiu um grupo de controle para ser usado como comparação, de pacientes que teriam recebido o tratamento padrão sem o uso das vacinas, ele advertiu, “ainda não está completamente provado que a falta de recorrência [do câncer]foi devido ao uso da vacina”.

As primeiras imunoterapias do câncer foram drogas como pembrolizumab (Keytruda) e ipilimumab (Yervoy), que interferem com moléculas que bloqueiam as células imunes de atacar um tumor.

Mas essa é uma estratégia efetiva somente se qualquer dessas células imunes tentarem alcançar o tumor; se não, limpar um caminho para algo que não pode ser encontrado não ajuda.

Essa é uma grande razão pela qual os medicamentos de imunoterapia ajudam em apenas uma minoria de câncer: para muitos tumores, as células imunes não são detectadas.

No estudo-piloto, cientistas liderados pela Dra. Catherine Wu do Dana-Farber Cancer Institute em Boston embalaram milhões de cópias de 13 a 20 peptídos diferentes em uma vacina; o número dependia de quantos antígenos susceptíveis a atrair as células T que o tumor de um paciente tinha.

Os pacientes receberam cinco doses da vacina no primeiro mês e doses de reforço às 12 e 20 semanas. A estratégia de seleção de antígenos em células tumorais, mas não células saudáveis aparentemente funcionou: as células T não atacaram células saudáveis.

Após dois anos, quatro pacientes, cujo melanoma se espalharou para os gânglios linfáticos antes de serem vacinados, estavam livres do câncer. Em dois pacientes cujo melanoma se espalhou para os pulmões, os tumores retornaram, mas, após o subsequente tratamento com Keytruda, o câncer era indetectável.

E dois anos depois, o sangue dos pacientes ainda carregava células T anti-melanoma, sugerindo que os benefícios das vacinas duraram. “A especificidade das células T foi mantida”, disse Wu.

Os resultados para os pacientes restantes foram encorajadores o suficiente para justificar um ensaio clínico maior. afirmou o Dr. Cornelius Melief, do Centro Médico da Universidade de Leiden na Holanda e um especialista em imunoterapia contra câncer, em um documento que acompanha o estudo.

Statnews

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