As origens violentas do asteroide invasor do Sistema Solar

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Recentemente, astrônomos descobriram o primeiro objeto oriundo de outro sistema solar. Esse “invasor” recebeu o nome de Oumuamua e após algumas pesquisas, descobriram que ele se trata de uma mistura entre um cometa e um asteroide. E agora, suas origens dramáticas também podem ter sido reveladas.

Astrônomos da Queen’s University Belfast, na Irlanda do Norte, observaram algumas mudanças no brilho do objeto, e descobriram que ele não possui uma rotação regular, diferente de outros asteróides. Tudo indica que ele pode ter surgido a partir de uma colisão violenta com algum outro corpo celeste.

“O movimento errático de Oumuamua pode ser resultado de uma colisão com outro asteróide”, revelou Wes Fraser, um dos pesquisadores por trás dessa descoberta. Essa possível colisão é o que pode ter feito o asteróide ter deixado o seu sistema solar e ter “invadido” o nosso.

“Nosso modelo feito nesse corpo sugere que esse movimento errático pode durar de bilhões a centenas de milhões de anos antes do estresse interno fazê-lo rotacionar normalmente”, complementou Fraser.

Além desse descoberta da possível origem de Oumuamua, o estudo também revelou alguns pontos interessantes de sua composição, em comparação a outros corpos encontrados. Anteriormente, após algumas pesquisas iniciais, especilistas notaram que superfície do asteroide variava em cores de uma forma jamais vista anteriormente.

Já Fraser e sua equipe conseguiram notar que boa parte de Oumuamua tinha uma colocaração semelhante a de “neve suja”, e que ainda possui uma estranha mancha vermelha em seu lado mais alongado.

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“A maior parte da superfície reflete (a luz) neutramente, mas uma de suas faces alongadas possui uma região em vermelho. Isso mostra algumas variações em sua composição, o que é incomum para um corpo pequeno”, disse Fraser.

Se já não bastasse as excentricidades de Oumuamua, essa nova descoberta só aumenta ainda mais o mistério sobre esse corpo “invasor”. “Ele é bem incomum, se comparado com os demais asteróides e cometas que já vimos no nosso sistema solar”, complementou Fraser.

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