Conheça o índio sem tribo que vive isolado há 23 anos na Amazônia

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Pensar que existem tribos indígenas que vivem isoladas na Amazônia já é estranho, mas tudo fica mais complicado quando conhecemos o índio que vive ainda mais isolado. Ele não tem uma tribo e foi avistado pela primeira vez em 1996, em uma reserva no estado de Rondônia. Seus parentes e amigos provavelmente foram mortos por fazendeiros da região.

Conhecido também como o “índio do buraco”, tem esse apelido devido a um costume que provavelmente tem motivações religiosas. Sempre que constrói uma nova moradia na floresta, cava primeiro um buraco. Por cima dele, vai a rede que ele usa para descansar, dentro de uma cabana coberta com palha. Ninguém sabe o motivo real dessa prática.

Ele evita contato com qualquer branco ou índio, sendo monitorado pela FUNAI apenas à distância. Na primeira tentativa de abordagem, ele permaneceu armado, dentro de sua cabana, se recusando a sair. Desde então os poucos contatos se resumem a doações como panelas, machados e facões, que são deixadas em locais próximos de sua localização e ele parece aceitar sem problemas.

O índio isolado planta alguns legumes para sua subsistência e também caça na mata. Existem pouquíssimos registros visuais dele, já que as aparições são raras, muito rápidas e bastante tensas, dada a aversão dele ao contato com outras pessoas, incluindo outros indígenas.

Confira um vídeo:

Motivos do isolamento

A área onde o índio isolado vivo, conhecida como Terra Indígena Tanaru, no estado de Rondônia, é marcada pelo confronto com madeireiros e fazendeiros, que frequentemente desmatam a floresta para ganhar espaço para conduzir suas atividades, o que frequentemente os coloca em confronto com os índios da região, mesmo com a terra demarcada.

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Em 1995, fazendeiros mataram o já pequeno grupo indígena dos Tanaru, que batizam a área. O índio isolado seria o último sobrevivente desse povo e desde então tem vivido sozinho, reagindo a qualquer tentativa de contato com flechadas. Estima-se que tenha entre 50 e 60 anos de idade e não deve mudar de ideia até o fim da vida.



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