Estudo aponta que fake news podem influenciar eleições no Brasil; saiba como

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As fake news são um problema de comunicação que existe em todo o mundo e é especialmente complicado no Brasil. Isso pode até mesmo influenciar nas eleições para presidente que acontecem no próximo mês de outubro, segundo um estudo.

A pesquisa foi conduzida pelos economistas Mirella Sampaio e Felipe Tâmega, do Itaú Asset Management e mostrou que cerca de 57% dos eleitores do Brasil terá acesso à internet e consequentemente a conteúdo sobre política. Isso pode tornar o impacto das fake news nas eleições algo maior do que o esperado.

O perigo é grande no Brasil principalmente pelo fato de que os brasileiros não possuem muito critério para saber se a notícia que estão lendo e compartilhando é verdadeira, segundo Sampaio. O grande papel das redes sociais na forma de se consumir notícias no país também é crucial nesse cenário.

As redes sociais acabam criando as chamadas “bolhas” de informação, que os economistas chamam de “câmaras de ressonância”. Isso acontece porque as pessoas tendem a ter contato ou seguir nas redes apenas outras pessoas que pensem de forma parecida.

Dessa forma, a timeline do Facebook ou o feed de notícias continua “ressoando” as mesmas opiniões. Esse fenômeno não só leva a uma polarização, como estamos já vivendo desde as últimas eleições presidenciais em 2014, mas também facilita a proliferação das fake news.

Cuidado com a fonte

Atualmente, o Facebook é alvo de um escândalo, onde foi revelado que a rede de Mark Zuckerberg vendeu informações de milhões de usuários para a empresa Cambridge Analytica. Esses dados foram usados por empresas publicitárias na campanha presidencial de Donald Trump, em 2016, para mapear o eleitorado e disparar marketing direcionado.

Se esse cenário parece improvável no Brasil, vale lembrar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai permitir nas eleições desse ano a ação de conteúdo publicitário pago de candidatos em redes sociais. Um prato cheio para fake news e câmaras de ressonância.

Redes sociais como o Facebook e o Twitter afirmam que possuem políticas para combater fake news, mas o Brasil ainda conta com o problema do WhatsApp, mensageiro instantâneo preferido dos brasileiros e que não rastreia nenhum tipo de conteúdo. Dessa forma, as fake news conseguem se espalhar por correntes no aplicativo e podem ser decisivas no cenário eleitoral.



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