Sem anestesia: as técnicas assustadoras da medicina medieval

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Algumas pessoas têm medo de ir ao hospital ou de uma simples consulta médica. Provavelmente a origem dessa fobia está na medicina medieval, uma época em que os tratamentos médicos estavam longe do avanço que temos hoje e que, em alguns casos, tratar uma doença poderia parecer pior do que simplesmente continuar doente. Mas nem tudo era dor.

Quando pensamos em medicina medieval, provavelmente pensaremos em cirurgias e amputações relacionadas a ferimentos de batalha. A tecnologia era pouca e a higiene menor ainda, então amputações sem anestesia eram frequentes, com a chance grande de uma infecção ser adquirida no processo. A cauterização de alguns ferimentos era um processo considerado seguro, embora não possa ser considerado indolor.

O tratamento de doenças não era menos pior. Leprosos, comuns na Europa medieval, eram abandonados para morrer sozinhos e eram enterrados em valas comuns. Doenças venéreas também eram comuns e era raro que alguém tentasse usar ervas ou algum outro tipo de medicamento para combatê-las, já que a Igreja Católica, que dominava o pensamento da época, poderia considerar muita coisa como bruxaria, então era melhor não arriscar.

Mesmo com pouca estrutura, a medicina medieval conseguiu de alguma forma dar conta de diversas epidemias, sendo a pior delas a chamada Peste Negra, que matou boa parte da população do continente europeu. As receitas mais comuns para qualquer enfermidade eram compressas, chás e as famosas sangrias, com ou sem o uso de sanguessugas.

A modernidade

Com a aproximação da Idade Moderna, a medicina medieval vai ganhando contornos mais “profissionais”. Os grandes responsáveis pelas mudanças e atualizações nos tratamentos são os árabes, que chegam à Europa através da Península Ibérica e trazem novos conceitos não só em relação à medicina, mas também às ciências de um modo geral.

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Os árabes possuem mais conhecimento científico nessa época por não terem virado as costas para o conhecimento adquirido na antiguidade, deixado registrado pelos egípcios, gregos e romanos. Durante a Idade Média na Europa, muitos tratados científicos antigos são considerados heresia pela igreja, geralmente por terem sido escritos por pagãos da antiguidade. Isso mostra que durante a era medieval, a pior doença a assolar a Europa não foi nenhuma peste, mas a ignorância.



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