Ponte que partiu: por que é tão bom soltar palavrões de vez em quando?

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O uso de palavrões no vocabulário é geralmente visto como falta de educação, mas em alguns momentos é muito bom soltar uns impropérios. Mas por que isso acontece?

Para entender, é preciso analisar o contexto da ofensa, e se é uma ofensa de fato, dirigida a alguém ou alguma coisa. Além disso, vale a pena também discutir exatamente o que é um “palavrão”, ou algo próximo disso.

Embora todo mundo saiba identificar uma palavra “feia”, é difícil explicar exatamente o que são os palavrões.

Algumas palavras são relegadas a um “segundo plano” de forma arbitrária, e essa classificação pode variar muito de acordo com a cultura e seus tabus. Basicamente, o que é um xingamento no Brasil, pode não ser em outro país, e vice-versa.

O palavrão pode surgir de situações diversas: susto, raiva, piada… mas a questão é que a segregação de certas palavras não é feita somente no aspecto social.

Nossa mente também guarda os palavrões de uma forma diferente, como mostram estudos analisados por Emma Byrne, autora do livro Dizer Palavrões Faz Bem.

Segundo ela, mesmo em pessoas que perderam partes do cérebro relacionadas à fala em traumas e acidentes, a área dos palavrões continua ativa. Isso porque eles são armazenados em uma parte diferente do cérebro.

E não é só isso: além de serem “separadas” das outras, as palavras de baixo calão acabam sendo relacionadas a emoções e memórias, ganhando todo um significado diferente para cada pessoa. Daí a satisfação em xingar.

Macacos me mordam!

O uso de xingamentos e expressões similares não é nem mesmo uma exclusividade dos humanos.

Chimpanzés já foram registrados usando ofensas uns contra os outros e elas funcionam de forma bem parecida com os nossos xingamentos, sendo relacionados a tabus, como sujeira, por exemplo.

Deborah e Roger Foots são um casal de especialistas em primatas que viviam com chimpanzés e ensinaram linguagens de sinais a eles.

Os animais passaram então a adotar o sinal de sujeira – bater no queixo com a parte de trás da mão – em brigas e disputas internas, literalmente chamando os colegas de “macaco sujo”.



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