Saiba quais são os mitos e as verdades sobre a vacina da febre amarela

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A febre amarela voltou a ser um problema em algumas regiões do Brasil e a imunização voltou a ser importante. Mas a vacina ainda não é unanimidade, muitas vezes por informações falsas que são espalhadas em redes sociais.

O mais recente alarme falso diz respeito a uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que teria identificado mutações no vírus da febre amarela. Essas mutações tornariam o vírus imune à vacina que está sendo aplicada no Brasil.

Segundo a Fiocruz, a pesquisa realmente existe, mas a mutação não afeta o efeito da vacina no vírus. A mutação seria referente a mecanismos de replicação do vírus e não ao seu envelope, que é a parte atacada pela vacina.

Outra informação falsa fala sobre a presença de mercúrio como conservante da vacina, o que seria prejudicial para os rins e causaria vários outros problemas. O argumento leva em conta uma matéria de 2016 que fala sobre o uso de timerosal, substância que contém mercúrio, para higienização e esterilização dos frascos que armazenam as vacinas.

A Fiocruz, responsável pela produção das vacinas que estão sendo distribuídas no combate à febre amarela, afirma categoricamente que em nenhum momento o timerosal é usado na fabricação, envasamento ou manipulação da vacina.

Há ainda quem diga que pessoas alérgicas à picada de insetos não devem tomar a vacina. Médicos e especialistas da Fiocruz negam a informação, afirmando que não há nenhuma relação entre a alergia e qualquer efeito relacionado à vacina contra febre amarela.

A revolta da vacina

Ainda em 2018, há quem rejeite a ideia de se vacinar e acredite que as vacinas causem mais problemas do que soluções. A baixa adesão de algumas cidades brasileiras, especialmente na região metropolitana de São Paulo, é um exemplo disso, mas o problema não está apenas no Brasil.

A Europa está passando por um surto de sarampo que já infectou mais de 21 mil pessoas e é observado com atenção pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O quadro atual se deve a uma forte onda antivacina que também assola o continente, tal qual uma doença.

Na Itália, um dos países mais afetados pela epidemia de sarampo, já houveram até manifestações contra a obrigatoriedade da vacinação, exigida pelas escolas públicas do país desde maio de 2017.



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