10 coisas fascinantes e bizarras que o espaço pode fazer com seu corpo

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O espaço é a última fronteira que falta para o homem desbravar. E por mais que seja o desejo de muitos ir para lá, saiba que os desafios são enormes. Além de nossa tecnologia ainda estar longe de alcançarmos esse objetivo, o seu corpo também passa por algumas mudanças fascinantes, mas que também podem lhe causar problemas. Não é a toa que astronautas passam por um rigoroso treinamento antes de viajarem.

Confira abaixo 10 coisas fascinantes e bizarras que o espaço pode fazer com seu corpo.

Você se esquece que falta gravidade

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Você já se acostumou com a ideia que se você deixar um copo escapar de sua mão, ele irá cair no chão e quebrar. Tudo isso é culpa da gravidade do nosso planeta. Mas uma vez no espaço, lembre-se que nada disso irá acontecer: o copo ficará flutuando ao invés de se espatifar no chão.

Se acostumar com a falta de gravidade do espaço é algo que leva um tempo pro seu corpo de acostumar. E muitos astronautas já afirmaram que se readaptar com a força ao retornar para o planeta também é complicado. Por exemplo, o astronauta Joe Edwards foi fazer um exame médico e estava com um copo de limonada nas mãos quando pediram pra ele tirar os sapatos. Ele simplesmente soltou o copo, se esquecendo que a gravidade voltou a ser um problema.

Doença do espaço

Pode parecer algo da ficção, mas realmente existe a chamada doença do espaço, que costuma afetar muitos astronautas. O fato de você perceber que seu corpo parece não ter peso gera uma mistura de enjoo com desorientação, de acordo com quem já foi para o espaço.

E tudo isso é culpa da gravidade, que afeta todo o funcionamento do corpo. Por exemplo, sem ela, os fluidos que ficam em sua cabeça não descem para o corpo, o que pode gerar algumas tonturas e enjoo. Mais da metade dos astronautas já relatam esse problema, mas eles afirmam que é possível se acostumar em alguns dias. No entanto, lembre-se disso se você decidir se tornar um turista espacial um dia.

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Pode mudar seus genes

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Esse é um assunto que já havia sido abordado anteriormente no Acredite ou Não. O astronauta Scott Kelly passou um ano no espaço e após uma série de estudos, a Nasa descobriu que seu DNA mudou em 7%.

Scott passou um ano no espaço como parte de um experimento para determinar se somos capaz de nos adaptar, a longo termo, à vida no espaço. E como Scott tinha um irmão gêmeo, Mark, ele era a pessoa perfeita para descobrir se algo poderia mudar no nosso corpo geneticamente.

Sim, não foram mudanças drásticas, mas já foram o suficiente para mostrar que nosso corpo pode fazer pequenas mudanças para nos adaptarmos ao espaço.

O espaço muda o tamanho do cérebro

O nosso cérebro ainda guarda muitos segredos que a ciência e a medicina ainda não descobriram. E essa questão piora se você for para o espaço, já que um dos órgãos mais importantes do nosso corpo muda de tamanho nessa situação.

Imagens de ressonância magnética feita nos cérebros de astronautas que voltaram no espaço há pouco tempo mostraram uma mudança no tamanho da massa cinzenta. Algumas partes ficaram maiores, enquanto que outras diminuíram. Cientistas acreditam que isso acontece por conta da redistribuição do fluido cerebral por conta da falta de gravidade.

Um dado interessante é que pesquisas já notaram mudanças nas partes do cérebro que coordenam o movimento de nossas pernas, o que é um indicativo de adaptação ao ambiente sem gravidade.

Euforia espacial

Pouco conhecida, essa é outra condição que pode surgir no espaço. E a primeira pessoa a vivenciá-la foi o astronauta Ed White, que foi o primeiro americano a andar pelo espaço.

Durante sua caminhada espacial, a equipe na Terra o ouvia dizendo de maneira eufórica que aquela era a maior experiência de sua vida. E na parte final, afirmou que aquele era o momento mais triste de sua vida, dando a entender que queria ficar por lá por mais tempo.

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O astronautas Chris Hadfield viveu coisa parecida em 2001, ao afirmar que quando viu o espaço, se sentiu confuso e começou a chorar, se esquecendo do  fato que as lágrimas não caem como na Terra, o deixando temporariamente cego.

Pode acabar com sua visão

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Como você já percebeu, o espaço pode afetar seu corpo, seja fisicamente ou mentalmente. Quem também não escapa disso são seus olhos.

De acordo com a Academia Americana de Oftalmologia, ficar mais de seis meses no espaço pode causar alguns danos aos olhos. Eles ficam mais achatados e a retina e os nervos óticos sofrem algumas alterações. Esses problemas podem sumir, mas é algo que pode demorar algum tempo.

Para se ter uma ideia desse problema, metade dos astronautas que ficam mais de seis meses no espaço já relataram mudanças em sua visão.

Afeta seu sistema imune

Nosso sistema imune é realmente impressionante, já que ele nos protege todos os dias de vírus e bactérias que estão espalhados por aí. No entanto, por algum motivo ainda desconhecido, ele não funciona muito bem no espaço.

O motivo é que as células de defesa do nosso corpo ficam “depressivas” após tanto tempo no espaço e ficam tão fracas ao ponto do vírus da catapora despertar novamente.

As razões por trás disso ainda são motivo de discussão entre cientistas, mas a explicação mais provável é que a radiação do espaço, mudanças no sono e os efeitos da gravidade zero devem atrapalhar o funcionamento do sistema imune.

Você pode perder as unhas

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Ver alguém perdendo as unhas das mãos e dos pés parece uma cena de filme de terror, não é mesmo? Mas saiba que essa é mais uma coisa que pode acontecer com seu corpo no espaço.

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Conforme explicado anteriormente pela National Geographic, fazer as luvas de astronautas funcionarem é um grande desafio, pois elas precisam isolar as mãos, mas também permitir a execução das funções motoras. Isso resulta em um trauma muito grande nas mãos dos astronautas, tanto que 47% deles já relataram problemas desse tipo. Ver uma unha a menos nas mãos é algo muito comum.

Seus ossos ficam menos densos

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É preciso ingerir cálcio e vitamina D para manter a saúde de nossos ossos, não é mesmo? Só que o espaço faz o favor de atrapalhar a vida de astronautas também nesse sentido.

O motivo é que astronautas podem perder até 2% de densidade óssea por mês no espaço, de acordo com a Agência Espacial Canadense. Os nossos ossos sofrem bastante por que sem gravidade, nosso corpo não possui qualquer tipo de resistência.

Tanto que astronautas precisam passar várias horas por dia se exercitando para evitar perda óssea e muscular. E os efeitos são sérios: muitos chegam a perder tanta densidade óssea que parecem estar sofrendo de osteoporose ao retornarem para a Terra.

Você fica mais alto

Se existe uma coisa que não é tão negativa assim sobre os efeitos do espaço em seu corpo é que ele pode te deixar até 5 cm mais alto.

Como não existe gravidade no espaço, suas vértebras consegue se expandir, já que nossa espinha dorsal também funciona como uma espécie de mola para permitir que nosso corpo faça muitas tarefas sem que você quebre suas vertebras.

Como o espaço dá uma chance a nossa espinha de relaxar um pouco, ela consegue dar uma “esticada” e nos deixar mais alto. Mas esse é apenas um efeito temporário, pois uma vez que a gravidade retorna, tudo volta ao normal. Por conta disso, o uniforme dos astronautas é um pouco maior no início para acomodar as mudanças de altura no futuro.

Fonte: Grunge



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