Carro, água e mais: coisas bizarras que estão perdidas no espaço

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Mesmo com todos os avanços da ciência e tecnologia, nós mal conhecemos todos os segredos e verdades do espaço sideral. Só que apesar de sua imensidão, por conta da ação humana, tem muita coisa esquisita e bizarra que está perdida e vagando por aí no universo. Ou melhor dizendo, nos arredores do nosso planeta.

Confira abaixo 10 coisas estranhas e bizarras que estão perdidas pelo espaço.

O Tesla Roadster de Elon Musk

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Em 6 de fevereiro deste ano, a SpaceX, empresa do empreendedor Elon Musk, lançou o foguete Falcon Heavy para o espaço, e ele tinha uma carga muito especial: um véiculo Tesla Roadster, companhia de carros que também pertence a Musk.

O veículo deve orbitar brevemente o sol antes de chegar mais e mais perto de Marte. Se considerarmos que o carro pode ter algumas bactérias, isso pode ser um problema para o planeta vizinho, caso exista algum tipo de vida microscópica por lá. Isso se o carro realmente conseguir chegar à órbita de Marte, já que ele pode ser destruído no caminho.

O cara que descobriu Plutão

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Fazer enterros “espaciais” não chega a ser uma novidade. Por exemplo, Gene Roddenberry, criador de Star Trek, se tornou a primeira pessoa morta a vagar pelo espaço, após suas cinzas serem levadas na nave Columbia.

Mas existem restos mortais que estão em um local em que nenhum ser humano jamais esteve. Clyde Tombaugh era um astrônomo americano que ficou conhecido por descobrir Plutão em 1930. E quando ele morreu, suas cinzas foram colocadas dentro da sonda New Horizons, que foi uma das poucas que conseguiu alcançar Plutão.

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Cristais de urina

Na ficção científica, as viagens espaciais parecem coisas grandiosas e glamorosas, não é mesmo? Mas na realidade, elas possuem um lado meio nojento. É muito comum que as naves espaciais joguem dejetos no espaço, como excesso de água e urina. Como é um frio absurdo no espaço, os compostos logo congelam em mínusculos cristais. Após um tempo, eles derretem por conta do sol e acabam se transformando em vapor.

Um dos planos mais idiotas dos EUA

A Guerra Fria foi uma época tensa, mas também bizarra, já que os Estados Unidos e a União Soviética tinham uma verdadeira paranoia e um medo grande de sofrerem algum ataque do inimigo.

Os americanos tinha medo de que o país sofresse algum ataque no seu sistema de comunicações, então desenvolveu um refletor de sinais de rádio, composto por fios de cobre, que ficaria na ionosfera do planeta. Como você já deve imaginar, a ideia não deu certo e esse refletor foi destruído quando fez sua reentrada na atmosfera. Mas alguns pedaços dele estão espalhados pelo espaço.

Animais mortos

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Como muitos já sabem, os seres humanos não foram os primeiros seres vivos a explorar o espaço. Essa honra ficou a cargo de alguns animais. Em 1947, por exemplo, um grupo de moscas foi enviada para o espaço e conseguiu retornar sem maiores problemas para o planeta.

Mas outros animais não tiveram a mesma sorte. O exemplo mais famoso é o da cadela Laika, que morreu durante a sua missão. Muitos macacos também foram enviados e não conseguiram retornar e ficaram perdidos pelo espaço.

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Um “bumerange” gigante

Já imaginou um detrito de alguma espaçoave se soltar dela e depois de um tempo, retornar para o planeta? Pode parecer algo muito louco, mas realmente aconteceu. Um pedaço do foguete da missão Apollo 12 se perdeu no espaço. Após algum tempo, começou a orbitar o sol. E no início dos anos 2000, conseguiu retornar para nosso planeta.

Inicialmente, muitos cientistas acreditaram se tratar de um asteróide que chegou a receber o nome de J0002E3, mas logo descobriram a verdade. Agora, ele vaga pelo espaço e deve voltar a orbitar a Terra em 2032.

O “invasor” do sistema solar

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Esse é um objeto bem conhecido por quem gosta de astronomia. Não poderiamos deixar de citar Oumuamua, o primeiro objeto detectado pelo ser humano que não pertence ao nosso sistema solar. Ainda se especula muito a respeito de suas origens e se ele é um cometa, um asteroide ou uma mistura dos dois. Atualmente, ele se encontra próximo da órbita de Netuno.

Um satélite que pode acabar com tudo

Se você assistiu ao filme Gravidade, viu um fenômeno chamado de síndrome de Kessler, uma reação em cadeia que faz detritos espaciais colidirem uns com os outros em alta velocidade destruindo tudo em seu caminho. E não pense que se trata de algo fictício: muitos especialistas acreditam que isso pode afetar as redes de comunicação do planeta e há quem ache que a ação já está em andamento.

Uma das grandes ameaças é o satelite Envisat, que foi aposentado em 2013. Como não é mais possível pilotá-lo, ele se tornou uma bomba relógio e pode colidir com qualquer outro detrito espacial e iniciar uma reação em cadeia.

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Johnny B. Goode

A sonda Voyager 1 é a que está mais distante do planeta, pois já se encontra fora do nosso sistema solar, no chamado espaço interestelar. Ela envia, até hoje, sinais para a Terra, mais de 40 anos após seu lançamento.

Mas uma das características mais peculiares da sonda Voyager é que ela carrega um disco de ouro, que possui algumas das músicas mais famosas do nosso planeta, além de algumas informações essenciais, caso seja encontrada por alguma forma de vida inteligente (como isso é extremamente improvável, muitos encaram o disco como uma espécie de cápsula do tempo). E um dos hits é a canção Johnny B. Goode, do guitarrista Chuck Berry.

Muita, mas muita água

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Sim, saiba que existe muita, mas muita água perdida por aí no espaço sideral. A descoberta foi feita em 2011, por duas equipes de astrônomos, que encontraram a maior reserva de água já detectada no universo. Ela é 140 trilhões de vezes maior que a quantidade de água presente nos oceanos da Terra e está em volta de um buraco negro a 12 bilhões de anos-luz de distância de nós.

Esse buraco negro, conhecido pelo nome de Quasar, é 20 bilhões de vezes maior que o nosso sol, por exemplo. Apesar de astrônomos já terem previsto a existência de água em distâncias tão grandes, essa foi apenas a primeira oportunidade que tiveram de observar tal fato.

Fonte: Grunge



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