É realmente recomendado comer a placenta após o parto?

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Recentemente o casal de ator Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert revelaram que ingeriram a placenta após o nascimento da filha, em 2019. No entanto, não existem provas de que tenha algum benefício.

Conforme o neurocirurgião Fernando Gomes explica no programa Novo Dia, não existem nenhum indício de que a placentofagia faça bem ao organismo humano.

A linha de raciocínio [de quem ingere]seria: se comer a placenta – que é rica em alguns hormônios e substâncias –, isso poderia, em tese, evitar a depressão pós-parto e enriquecer o corpo materno”, explica.

Gomes ainda afirma que não existe controle sanitário adequado e que existem doenças que podem estar relacionadas a isso, como o kuru e a demência espongiforme. “Mas também não há evidencias de que comer placenta vai causas esses problemas”, completa.

Por que comem isso?

A placenta é o órgão responsável por, dentre muitas coisas, nutrir o feto durante a gestação. A prática de comer placenta é considerada por muitos uma coisa vantajosa, por repor as quantidades de ferro no organismo e melhorar a produção de leite.

Muitas mães interessadas nesse suposto benefício optam por colocar pedaços da placenta em receitas, como vitaminas, e outras preferem utiliza-los para fazer capsulas – desde que o órgão não seja conservado em substâncias como formol anteriormente.

Apesar de estar sendo algo comum já há alguns anos, ainda existem pouquíssimas pesquisas em seres humanos sobre as vantagens do ato, mas se sabe que, como o órgão funciona como um filtro no corpo da mulher, é possível que ele concentre toxinas, sendo estas, mercúrio, cádmio, arsênio ou chumbo.



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