Covid-19: Brasil deve estar preparado para receber ‘terceira onda’

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Com quase 500 mil mortes, o Brasil está prestes a receber uma terceira onda da pandemia de Covid-19, de acordo com alguns especialistas.

Enquanto alguns defendem que a doença no Brasil não seguiu essa divisão por “ondas”, já que em nenhum momento houve uma melhora significativa, a verdade é que as próximas semanas podem trazer um aumento nunca antes visto no número de casos e mortes.

O que preocupa os especialistas é que, com o passar do tempo e o início do processo de vacinação – que segue lento, as medidas de segurança estão sendo flexibilizadas.

Isso coincidiria com a terceira onda da Covid-19, podendo gerar um aumento que saia completamente do controle, já que, atualmente, as UTIs por todo o país ainda estão lotadas.

Além disso, há toda uma preocupação envolvendo as novas variantes do coronavírus que vem sendo descobertas, e cujo grau de disseminação pode ser mais alto.

Há ainda a questão da faixa etárea: atualmente, os mais velhos e portadores de comorbidades formam a maioria entre os vacinados, com os mais jovens se tornando o novo alvo da doença, algo que já vem sendo notado nos últimos meses.

De acordo com projeções do Instituto de Métricas em Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o Brasil pode chegar perto das 850 mil mortes por Covid-19 até outubro de 2021, caso a situação se agrave muito.

A vacinação é o mais importante, mas as medidas de isolamento e segurança devem ser mantidas, caso contrário, o pior cenário se torna o mais possível.

E a vacina?

Atualmente, o Brasil segue seu cronograma de vacinação a passos lentos. Em 17 de junho, apenas pouco mais de 11% da população tomou as duas doses de uma das vacinas disponíveis no país – Oxford/AstraZeneca, Pfizer ou CoronaVac.

Há uma evasão muito grande em relação a segunda dose, motivada por um pânico causado por fake news relacionadas a efeitos colaterais indesejados.

O Brasil também tem em fase de testes a Butanvac, vacina produzida com insumos que não precisam ser importados, o que facilitaria a fabricação e a distribuição.

Além dela, o país deve receber nas próximas semanas um carregamento de vacinas da Janssen, que funcionam com apenas uma dose.



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