Doenças que estavam adormecidas têm sido revividas pelo derretimento de geleiras

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O derretimento de geleiras do Ártico, causados graças ao aquecimento global, tem feito com que doenças até então adormecidas voltem a ser perigosas para os seres humanos. A informação foi divulgada, inicialmente, por uma reportagem divulgada pelo site da BBC Brasil.

Conforme reportado pela publicação, esse derretimento tem feito com que antigos vírus e bactérias congelados retornem à vida. O desaparecimento do permafrost (solo típico do Ártico) era o local perfeito para as bactérias se manterem vivas por um período extenso – surge, daí, o risco para os seres humanos.

No Circulo Ártico, local onde esses micróbios podem estar adormecidos, a temperatura média tem aumentado de forma bem rápida. Estima-se que ela tenha subido três vezes mais rápido do que no restante do mundo.

O risco aumenta quando se considera que cadáveres têm sido enterrados na superfície do permafrost. Agentes causadores da gripe espanhola estão enterrados no local, enquanto aqueles que geram varíola e peste bubônica podem estar adormecidos na região.

Caso recente

Um caso de agosto de 2016, na Sibéria, ocorreu devido a essa situação. Um surto da superbactéria que causa antraz surgiu em uma região da Sibéria após a temperatura do local ficar 5°C acima do normal. O problema aconteceu em função de uma carcaça de uma rena morta há mais de 70 anos.

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A carcaça da rena ficou enterrada e abrigou uma pequena colônia de bactérias que, de certa forma, também estava morta, já que não estava ativa. Com o calor intenso, o cadáver descongelou e os micróbios voltaram à atividade. Na ocasião, um garoto de 12 anos faleceu e outras 20 pessoas ficaram doentes, além de 1,5 mil renas terem morrido.

Devemos nos preocupar?

Apesar das descobertas indicarem um cenário cada vez mais alarmante, sabe-se que há uma série de bactérias e vírus que não conseguem voltar à vida após terem sido congeladas. O antraz retomou sua atividade por ser mais resistente.

Segundo a reportagem da BBC, além do antraz, as bactérias do tétano e do botulismo (uma doença que pode causar paralisia ou até levar à morte) são resistentes a esse cenário.

Há vírus que também sobrevivem, como Pithovirus sibericum e Mollivirus sibericum, chamados de “gigantes” porque podem ser visualizados sem microscópio. Eles só infectam seres mononucleares, mas outros, que podem infectar humanos, também podem ser ressuscitados.

Outra situação alarmante está relacionada à exploração industrial da Sibéria. Mais acessível, devido ao derretimento do gelo do mar Ártico, o território tem sido alvo de buscas por ouro, minerais, petróleo e gás natural. Caso áreas com microrganismos do tipo sejam escavadas, o perigo para a raça humana pode ser ainda maior.

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Contudo, o risco de todas as situações expostas pela BBC Brasil ainda é desconhecido. Por isso, não deve se tornar prioridade – diferente do aquecimento global, que deve ser controlado o quanto antes.



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