Em 2050, o que mais haverá no oceano: peixes ou plástico?

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Recentes pesquisas têm buscado explicar, de diferentes formas, o mal que o plástico pode causar em oceanos. Os materiais orgânicos em questão são muito utilizados pelos humanos, mas não são nada sustentáveis, pois demoram centenas de anos para se desintegrarem na natureza.

A situação é ainda pior quando se considera que cerca de oito milhões de toneladas de lixo acabam no oceano todos os dias (2,9 bilhão de toneladas por ano) – e grande parte dessa quantidade que vai parar nas águas é de objetos com plástico. Definitivamente, estamos diante de um assunto problemático.

Um recente relatório feito pela organização Surfrider aponta que os plásticos são os principais predadores dos oceanos. Para chegar a essa conclusão, foram feitas pesquisas em cinco regiões litorâneas da França e da Espanha.

“Quando eles [plásticos] não estão aos nossos pés na praia, são ingeridos pelos animais marinhos, que sufocam, para não falar das substâncias tóxicas que libertam e nas quais nos banhamos, e de sua possível integração na cadeia alimentar”, afirmou o presidente da Surfrider, Gilles Asenjo.

Outro recente estudo, realizado pela Fundação Ellen MacArthur e pelo Fórum Econômico Mundial, estima que, em 2050, haverá, em peso, mais plástico do que peixes os nos oceanos. O cálculo foi feito com base no ritmo atual – ou seja, isso deve acontecer caso a população mundial não mude os hábitos e não se conscientize no que diz respeito à sustentabilidade.

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Qual será a proporção peixes-plástico?

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Apesar de ter sido contestado por outros pesquisadores, o relatório da Fundação Ellen MacArthur e do Fórum Econômico Mundial tem base científica para afirmar que haverá mais plástico do que peixes nos oceanos em 2050.

Inicialmente, o texto supõe que existam 750 milhões de toneladas de plástico nos oceanos em 2050. Não há uma estimativa específica para a quantidade de peixes, em peso, nos mares. Por outro lado, um diagrama prevê uma proporção maior do que 1:1 na relação peixes-plástico.

Após questionamentos feitos pela reportagem da BBC, uma nova versão do relatório estima que existam 899 milhões de toneladas de peixes no mar em 2050, contra 950 milhões de toneladas de plástico.

Velho problema

O assunto não é novo. Há décadas, discute-se os problemas causados pelo plástico quando o mesmo se torna lixo. Na década passada, um reportagem da TV Globo mostra a situação no Oceano Pacífico, entre o litoral da Califórnia e o Havaí, nos Estados Unidos.

Outro vídeo, em espanhol, feito pelo canal Economía Basada en Recursos, mostra o mesmo problema – só que em nível global.

O que fazer para não termos oceanos de plástico?

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Não basta apenas apontar os problemas. É necessário pensar em soluções.

Torna-se complicado pensar no lixo já descartado nos oceanos. Eles já se tornaram até parte do ecossistema. Plânctons, por exemplo, se alimentam de plástico e se intoxicam, transferindo o problema de saúde aos peixes seguintes na cadeia alimentar, até chegar ao ser humano.

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No entanto, ainda é possível que cada pessoa faça algo sobre isso. Há políticas públicas por todo o Brasil e mundo relacionadas ao uso sustentável de materiais feitos de plástico. Ainda assim, basta fazer o básico: utilize menos, reaproveite quando possível e sempre recicle. Já é um começo.

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